30/10/2017

Em tempos de paz...

Desde há muito tempo que me questionava porque é que a Força Aérea não era incluída no plano de combate a incêndios em Portugal.
Em resposta diziam-me que para essa missão existem os bombeiros e cada qual era treinado para o seu trabalho. 

Só que, com tais argumentos, nunca me convenceram. Eu acredito na adaptação e evolução de funções. Os resultados estão à vista. 



Em tempos de paz, saúdo o trabalho desta força de segurança e espero que esta colaboração para a prevenção e combate a incêndios se possa manter.

Podem dizer-me que vai haver custos. Sim e serão elevados. Mas em nada comparáveis ao que aconteceu ao nosso país nestes últimos meses e anos. Vão ser necessários anos para recuperar o que ardeu.

28/10/2017

Picar o ponto...


Com que então há médicos que não querem ver controlados o tempo de trabalho nas urgências? Vai aumentar a burocracia? (Pausa) 

É comum que empresas de variados sectores produtivos exijam a cada trabalhador o registo do tempo de trabalho. Aqui estamos a falar de instituições ligadas ao sector da saúde mas... é também preciso entender que para compreender o estado de funcionamento de uma empresa seja normal que o gestor queira saber quais são os meios disponíveis e o modo como e quando estes são empregues.
Acho que se há sector que merece ser continuamente melhorado é o da rede de saúde pública. Mas para isso é também necessário que todos os intervenientes façam o proveito dos direitos que lhes cabem mas também que assumam os seus deveres

27/10/2017

E agora Catalunha?

Confrontando o Governo de Espanha e a votação do artigo 155, o Governo da região da Catalunha acaba agora mesmo de fazer aprovar a declaração de independência. O momento é histórico mas poderá ser apenas simbólico. E agora?

25/10/2017

Um político habilidoso

Até 2016 ninguém iria imaginar ser possível ter uma personalidade do gabarito de Trump à frente de um dos países mais influentes do planeta. Mas aconteceu. Como? Com muito barulho, muita confusão. No fundo, foi publicidade negativa mas visível o suficiente para lhe permitir enquanto candidato vencer as eleições presidenciais.

Em Portugal Cristas parece querer fazer de Trump à portuguesa. Embora com uma imitação muito fraquinha, Cristas obteve mais votos: primeiro em Lisboa e agora diz ela querer repetir os resultados de Lisboa a nível nacional.

Aproveitando o vazio de liderança e falta de visibilidade no PSD, eis que surge Tru... Cristas a navegar a onda da demagogia aproveitando-se dos lamentáveis acontecimentos dos últimos meses em proveito próprio e partido que representa.

Cristas sabia de antemão que a moção de censura não passaria mas tratava-se de uma oportunidade única para se demarcar do PSD, para se mostrar e ganhar mais visibilidade. Publicidade. Negativa, mas publicidade.

Ora, afinal, o que ontem se viu foi um grupo político habilidoso a apresentar uma moção de censura ao governo.

Os meus votos para que o QI dos Portugueses não baixe ao nível de se deixar influenciar por este tipo de propaganda barata.

23/10/2017

Os curandeiros da opinião pública

Eles são às dezenas e estão em todo o lado nesta selva mediática que nos rodeia... O que poucos sabem é que estes "curandeiros" são um caso muito grave de saúde pública.

Estes indivíduos estão na verdade afectados pela  "opinotite aguda", nomenclatura inventada à la minute para definir um estado de doença que demonstra em primeiro lugar uma reacção alérgica às esquerdas e que afecta sobretudo a camada populacional com mais de dezoito anos, podendo ser contagiosa.

Esta maleita é também conhecida por manifestar um outro sintoma viral impossível de ser curado: a direitissis-seg-surd-mudoccocus.

Quando afectados por este sintoma viral os doentes manifestam um enorme desprezo pela evolução dos feitos das esquerdas. Normalmente agudiza-se em períodos pré-eleitorais podendo também revelar-se altamente nocivo quando se verificam baixas significativas do défice, redução da taxa de desemprego, pela entrega antecipada de orçamentos de estado (que não contenham quaisquer medidas anticonstitucionais) bem como outros desenvolvimentos conjunturais e económicos advindo da Geringonça.

Os casos mais graves de "opinotite aguda" encontram-se nas televisões, mais propriamente nos ditos serviços informativos em que os curandeiros, os guerreiros e até mesmo os ditos chefes da tribo pensam que por achar logo se tornam donos das almas da opinião pública, aquela que mesma que é capaz de julgar e condenar sem levar os réus a tribunal.


Nem sempre estes doentes são acompanhados, muitas vezes, nem vistos. Mas a influência que podem ter sobre a opinião pública é dramática. Há aqueles que se escondem nos programas das manhãs ou das tardes, que anunciam um qualquer tema e perguntam de seguida se o Governo tem razão; se o Primeiro Ministro agiu bem - ligue já o xxx xxx xxx ...

Qual garrafa de álcool etílico junto de uma fogueira, volátil, explosiva, a opinião pública também pode ser facilmente moldada como plasticina nas mãos de uma criança.

Depois é esperar pelos serviços noticiosos ao final do dia, fazer eco dos resultados et voilà, chega-se a todos. Citando um famoso mentiroso: "Não acreditas? Não faz mal, eu conto-te já outra mentira".






22/10/2017

Nada será como dantes

Os meus votos para que o Primeiro-Ministro tenha razão. Que de facto estes episódios nunca mais se repitam.

Baseado no fatum trágico da comunicação social foi-lhe perguntado quanto é que estas medidas irão custar ao estado... Será que os repórteres têm consciência de quantas dezenas de pessoas morreram este ano?

Do meu ponto de vista a questão não deve ser quanto é que o Governo vai gastar nestes programas  mas qual o retorno que vamos ter a curto prazo e médio prazo:

Para além dos ganhos a nível ambiental que vai advir da melhoria na supervisão da mancha florestal, vamos ter um maior controlo e uma melhor distribuição dos meios.

Não se deve também esquecer que os envolvidos terão melhor formação, mais estratégia e todos saem também a ganhar se a informação for melhor planeada, projectada e executada por todos os intervenientes.

A concretizarem-se estes planos, os resultados poderão também ser muito interessantes a nível económico. Pois, se houver mais prevenção e sensibilização, é de prever que haja menos fogos, o que só por si evita o recurso à utilização de meios excepcionais. Poderão dizer, mas se por um lado estamos a evitar gastos excepcionais, acabamos por estar ao mesmo tempo a gastar... Não. Estaremos a investir em mais e melhores meios, a apostar em recursos - a nível humano com mais e melhor formação e a nível de infraestruturas incluindo meios físicos de actuação.

Paralelamente está-se a dinamizar a actividade económica ligada à produção florestal.

Mas há uma coisa que eu gostaria de ver implementada. Uma só. Que a plantação de espécies invasivas como o eucalipto, deveria ser altamente limitada relativamente à plantação de outras espécies indígenas. Vamos ter uma geração que vai crescer sem conhecer a grandeza do Pinhal de Leiria. Mas o maior pesadelo que se possa ter, é deixar de ter um Pinhal de Leiria para passar a ter um Eucaliptal...

18/10/2017

Depois dos fogos apagados....

Continua tudo a arder com a gasolina que a comunicação social vai regando sobre a classe política governamental. Em jeito populista é tão fácil apontar o dedo e arranjar culpados, foram aqueles gajos que não fizeram nada e tiveram mais de quatro meses... por conveniência não falam do que deixou de ser feito ao longo dos anos e de quem era responsável na altura...

A ministra consumou a sua demissão. Se há dois dias a Direita andava a lamentar as vidas perdidas, agora que esta senhora se foi, só querem que o governo caia. Estando no seu direito democrático, falta-lhes vergonha na cara pelo aproveitamento político da coisa...

Já viram bem que não há um único dito jornalista de telejornal que não inquine de imediato as entrevistas que fazem? As perguntas são formuladas de modo tendencioso, começando sempre por dar a resposta que querem ouvir na pergunta que colocam...

.... E ao que parece o diabo voltou atrás para trazer as armas de Tancos... para a Chamusca... não vos cheira a esturro?

17/10/2017

Perdeu-se repórter

Parece que desde ontem anda por aí um partido político da oposição à procura de um repórter desaparecido, depois de este ter visto os seus intentos falhados... ok, estava a brincar.

Ontem enquanto via um pouco de televisão, observei alguns repórteres incumbidos de questionar a ministra da administração interna enquanto perguntavam a salivar agoniadamente à ministra se esta não iria colocar o seu cargo à disposição...  à falta de sangue e falhados os seus intentos com a resposta clara e directa da visada, pergunto se os próprios repórteres não desejam eles mesmo afastar-se do cargo que ocupam, dando a sua vez a indivíduos com capacidades mais isentas.

De propósito estou a referir-me a estes indivíduos como repórteres e não como jornalistas. Não creio um jornalista fizesse este tipo de reportagem / entrevista em directo. Faltou-lhe muita isenção e claridade de raciocínio quando questionou a ministra. Em vez disso apegou-se ao folclore político da direita que em vez de contribuir com soluções, parecem determinados em deitar mais gasolina para o quintal, num caso em que, se fossem eles ali, estariam na mesma situação.

A senhora Ministra da Administração Interna não podia apagar os mais de quinhentos e tal fogos que propagaram em todo o país no Domingo. Nem esta ministra, nem qualquer ministro de qualquer governo que exista ou existiu. Porquê? Simples.

Foram décadas de desinvestimento no sector primário das florestas, na prevenção, no ordenamento do território e nos meios disponíveis. Isto pode não ter sido corrigido ainda por este governo mas acontece muito por culpa de todos os outros anteriores - incluindo os do PSD, PP (e da então ministra da fé que esperava que chovesse) e também outros anteriores do PS. Além disso não se pode ignorar que ao longo das últimas décadas a protecção civil parece ter sido continuamente disposta de acordo com os interesses políticos instalados. Hoje vê-se o resultado.

E com um simples raciocínio destes, o dito repórter poderia ter-se calado ou ter colocado a questão de outra forma.

Pessoalmente sinto que a Ministra da Administração Interna está a cumprir o seu papel e faz bem em não baixar os braços. Os direitolas que a querem ver de lá para fora deveriam hoje estar a estudar a história do Portugal contemporâneo para entenderem finalmente que há mais de trinta anos que os interesses dos partidos que defenderam foram sempre outros e não o do desenvolvimento do país. 

Curiosamente há quem se preocupe muito principalmente a título voluntário com Portugal. O meu reconhecimento a todas as associações de bombeiros.

Já agora, leia-se o que Paulo Fernandes tem a dizer.

E parece que o repórter não se perdeu, nem ninguém anda à procura dele...

20/06/2017

Ainda os directos...

Até que ponto a "febre dos directos" afecta negativamente o trabalho dos operacionais de combate aos incêndios?

Veja-se: três canais eventualmente com várias equipas de reportagem no terreno e com um ou mais directos por hora... Quantas vezes são interpelados os responsáveis no terreno? Quantas situações em que os repórteres "que estão ali a fazer o seu trabalho" mas não são mais do que um empecilho para quem tem realmente uma função essencial para a resolução do problema?

Outro assunto:
Será que vale tudo para fazer informação?

Onde está a objectividade quando os comentadores-repórter passam a apelar aos sentimentos das vítimas para vender uns minutos de televisão?

Será realmente necessário falar com o maio número de sobreviventes e contar o seu relato? Não será já doloroso o suficiente para estas pessoas terem perdido familiares e bens? Será necessário descrever os casos daqueles que tomaram decisões que vieram a mostrar-se ser as erradas? Como o repórter que relata o caso de um cidadão que tomou a decisão errada de mandar embora a sua família para os por a salvo... Conseguem imaginar a carga emocional que este sobrevivente está a passar neste momento?

Que informação relevante nos dá uma reportagem em directo quando o repórter se limita a estar no local e a debitar factos conhecidos e normalmente sobejamente repetidos pelo apresentador do noticiário?

Com a "febre dos directos", até que ponto o que é notícia deixa realmente de ser notícia?

Já observaram que passámos a ver os acontecimentos em tempo real.
Pergunto -  mas será que a notícia está lá? Ou apenas relegamos a nossa condição de espectador para passar a ser "mirone" à espera que algo aconteça?

E o papel do comentador de serviço? Uma espécie de papagaio que se limita a repetir lugares comuns para preencher o tempo? Ou pior, quando não são lugares comuns ficamos a saber o aspecto dos objectos circundantes. Por exemplo, quando José Sócrates estava prestes a ser libertado pela primeira vez, a comentadora falou insistentemente no "portão verde" por onde iria passar o antigo Primeiro Ministro. Deve ter ficado o portão verde mais célebre de toda a história da televisão.

Noutras palavras para evitar o "silêncio" em televisão recorre-se a artimanhas para fazer o telespectador um refém da acção momentânea, sejam elas apelar à piedade, à comoção, ao sentimento; ao repetir de lugares comuns e com isso massacrar o telespectador pela milésima vez, por exemplo, com a informação de que estes incêndios tiveram origem numa trovoada seca... ou ao repetir factos que ridicularizam o próprio locutor, como o caso do portão verde...

Fica uma dica para os três canais de informação. Há mais território para além de Portugal onde também há notícias todos os dias. Algumas delas, vejam só, até são positivas e de carácter construtivo. Porém, possivelmente isso não vos interessa porque não vende tão bem como o mal dos outros...



19/06/2017

À caça de um título e a informação ao metro

Em relação ao incêndio em Pedrogão Grande quero antes de mais apresentar o meu mais profundo respeito para com as vítimas e respectivas famílias.

À distância, sirvo-me do serviços informativos dos vários canais de televisão portugueses (e estrangeiros) para me manter informado. Custa-me, porém, ver o aproveitamento feito pelos media a esta tragédia e é um pouco sobre isso que vou escrever.

Os serviços noticiosos, Telejornais, põem de lado a isenção e a objectividade para se perderem em discursos quilométricos e repetitivos sobre os acontecimentos - em directo.

Há uma vertente emocional? Há, mas o papel dos jornalistas é informar, não é tomar partido.

Sejamos sinceros, ninguém poderia imaginar uma catástrofe destas proporções. Ninguém.

No entanto era observar os jornalistas, como lobos, à procura de de falhas no sistema e de  alguém em quem por as culpas.

Tomados de surpresa, os responsáveis das diferentes entidades governamentais e de segurança foram dando conta do estado de situação de uma forma sensata e responsável. Os meus parabéns para a forma como lidaram com o assunto. Porque ontem, como hoje não é altura de procurar culpados mas de reunir todos os esforços e de procurar estratégias para minimizar os danos. 

E os media não descansaram enquanto não encontraram alguém a quem apontar o dedo - há que vender títulos a todo o custo...

Repetidamente e a cada bloco de reportagem aproveitam a transmissão em directo para debitar os mesmos factos já anteriormente mencionados pelo apresentador no estúdio, como se de uma novidade se tratasse e na primeira pergunta feita a um qualquer entrevistado lá vêm com o enésimo pedido de confirmação do que já anteriormente havia sido dito. Com perguntas irrelevantes vão atrás da primeira pessoa que encontram, sem olhar à carga psicológica da situação. Querem testemunhos para o directo, a qualquer preço. E eu pergunto onde está a informação?

Dentro de um veículo, numa dada entrevista, pergunta a jornalista ao entrevistado se o Presidente da Republica e o Primeiro Ministro deveriam ter feito o mesmo percurso que eles acabavam de fazer para ter uma melhor perspectiva do terreno. A jornalista já com muitos anos de experiência agarra-se à mais básica demagogia para encher a sua reportagem - onde está a objectividade? Em que é que isso poderia ter contribuído no imediato para a minimização de danos?

Outro aspecto que me incomoda é ver os apresentadores dos serviços noticiosos a falarem dos acontecimentos como se estivessem a apresentar concursos. A isenção também passa pelo tom de voz e num momento de dor generalizada, um pouco de racionalidade não teria ficado mal.

As redacções deveriam também ter em atenção que os serviços noticiosos não são telenovelas. Podem por isso dispensar as melodias melancólicas no final das emissões. Para isso já bastam as imagens de devastação e dor. É de muito mau gosto.

Concentrem-se no essencial, na análise dos factos, em vez de descreverem o imediato ao metro para encherem o programa. Se não tiverem nada de construtivo a dizer, mostrar ou ensinar, acabem o programa mais cedo.





29/04/2017

A pensar alto

A pensar alto, veio-me à ideia que é caricato ver como certa comunicação social em Portugal (para não dizer "quase toda") se preocupa mais em vender a candidata de extrema direita às eleições presidenciais francesas em vez de procurar informar de forma equilibrada e isenta o que se vai passando. Há pouca informação e a que é veiculada não é relevante.  
O processo "Operação Marquês" foi adiado mais uma vez - a Justiça saberá o que anda a fazer. Mas já alguém se perguntou, lá os senhores que escrevem os pasquins, se continuará a haver interesse em ler deste caso nos moldes em que eles o fazem? Daqui por vinte anos ainda se vai estar a fazer capas de jornais com a cunhada do marido da mulher do tio que recebeu não sei bem o quê de não sei quem mas que envolveu o sr. Sócrates... 

O dever dos jornais era informar... Mas a escolha das imagens e a selectividade da informação leva à manipulação da opinião pública, sem dúvida. Quem toma as decisões saberá porque o faz, mas será que "vale tudo" para vender mais?  

24/04/2017

Golo!

Hoje apetece-me vestir o papel de comentador de bancada e vou escrever sobre futebol - um tema tão profundo e do qual tão pouco percebo. Claro que gosto de ver uma boa jogatana mas há coisas que me deixam abismado... E vejo que em Portugal ao longo dos anos tem-se vindo a esquecer o que é o futebol e qual o objectivo.

Para quem perceber ainda menos do que eu (duvido) ou alguém que não ande tão atento: um jogo de futebol envolve a disputa de uma bola por duas equipas adversárias. A bola deve ser jogada com os pés e o objectivo é introduzir a bola na baliza adversária. A esta acção chama-se marcar um golo. A equipa que tiver mais golos ao fim do tempo regulamentar ganha o jogo. Se estiverem envolvidas num campeonato, as equipas podem ganhar pontos e aquela que tiver mais pontos no fim desse  campeonato, é campeã.

Há por aí muita gente mais entendida nesta matéria que culpa os árbitros de influenciar os resultados. Pois, mas esquecem-se que o verdadeiro problemas é que as suas equipas não marcam ou marcam poucos golos.

Temos agentes desportivos com responsabilidade no futebol e grande visibilidade nos média que se armam em adeptos de claque a apelar à instabilidade (para não dizer violência), que dizem que os maus da fita são os árbitros, em vez culpar os postes que se desviam, ou as balizas que encolhem... Se têm tantas certezas que os árbitros são o problema, então apresentem queixa na federação, na uefa, na fifa, na esquadra de polícia. Eu confio na polícia, eles investigam e juntam provas.

Será que eles ainda não repararam que a qualidade das equipas de futebol da primeira liga é muito superior à que estas tinham há dez, quinze, vinte anos atrás? Esta época Portugal teve cinco ou seis clubes a jogar em provas europeias! Felizmente há equipas mais pequenas a praticar um bom futebol e com alguns jogadores que só ficam atrás dos jogadores dos três grandes a nível de contrato e de vencimentos.

E depois temos as famílias que ao longo dos anos foram perdendo o hábito de ir a estes eventos desportivos porque parece ser cada vez menos seguro duas pessoas com opções clubísticas diferentes estarem sentadas lado a lado nestes eventos.

Porquê? Porque também temos claques que, regendo-se pelo ódio ao adversário e com base no mais básico desprezo pelo respeito humano transformam a festa do desporto num acontecimento de alta segurança em que se dá destaque às forças da ordem em vez de se dar o merecida atenção aos desportistas...

O meu profundo desprezo para os neandertais que andam por aí bater nos árbitros, a desejar a morte dos rivais, daqueles que se divertem com o imitar de um silvo de um dispositivo luminoso ou com os cânticos que mencionaram o Eusébio. Desprezo essa ignorância e falta de sensibilidade que não ofende apenas os adversários mas todos aqueles que têm família e gostam de desporto.

Por isso, em vez de desejarem o mal do adversário, desejem primeiro que a vossa equipa marque mais golos.

21/04/2017

128 Aérios por uma escultura?

"Balha-nos nossa senhora"


https://vistaalegre.com/eu/n-s-fatima-sculpture-a7768adv01-liso-eu 

Quando vejo estas coisas, vem-me à memória os sketches do Herman José. Imagino logo o que diria uma das suas muitas personagens e...

"Ora, só falta virem p'ra aqui os donos da fábrica de vibradores T-São dizerem que lhes roubaram o molde dos fálos, é plágio!... ou então é ouvir uns heróis dizer: O da minha senhora é bem maior c'o da Vista Alegre... ou... ca vista alegre fica a senhora quando vê a 'nha escultura...

Uffff....Ok...Pronto... já passou... desculpem, sim?

Se é verdade que não nasci para escrever textos humorísticos, também não fazia ideia que estes adereços ornamentais ou melhor dizendo, brinquedos sexuais, fossem tão caros... até pensava que aquilo devia levar pilhas, mas não, devem ser ecológicos... e de lavagem fácil...
Já estou a imaginar os estabelecimentos comerciais em Fátima atulhados com esta escultura, ainda mais agora que se prepara a visita do Papa... Vai certamente ser um êxito de vendas... já imaginaram o Santo Padre a chegar a Roma com umas caixas a distribuir estes presentinhos pelas irmãs: "Olhem o que eu comprei em promoção! É cristal da Vista Alegre! Ou seja, o nome diz tudo...

Ok, pronto... agora vou deixar este tema, que isto deveria ser um espaço de respeito e dedicado a coisas mais sérias... Acho que a emissão segue dentro de momentos :-D


20/02/2017

Às vezes

...dou por mim a pensar - coisa estranha - naquilo que consegui, no que abdiquei e o que paguei para poder chegar onde estou. E todos os dias me pergunto se era isto que queria. De todas as coisas que queria abdicar só a solidão me ultrapassa - em câmara lenta, lenta, lenta... Não me faz falta muita coisa, só os amigos...