31/12/2011

23/12/2011

Doce naufragar

Erguendo as raízes,
do fundo do mar, 
alevantam-se as ondas
vibram com o doce balançar
da tua voz em minhas mãos
do teu olhar em meus lábios
e de um beijo sentido
que ficou para trás
num barco em chamas
afundando em silêncio
um doce naufragar

21/12/2011

Literatura:


Artigo 59.º
Direitos dos trabalhadores
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
c) A prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
d) Ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas;
e) À assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
f) A assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.
2. Incumbe ao Estado assegurar as condições de trabalho, retribuição e repouso a que os trabalhadores têm direito, nomeadamente:
a) O estabelecimento e a actualização do salário mínimo nacional, tendo em conta, entre outros factores, as necessidades dos trabalhadores, o aumento do custo de vida, o nível de desenvolvimento das forças produtivas, as exigências da estabilidade económica e financeira e a acumulação para o desenvolvimento;
b) A fixação, a nível nacional, dos limites da duração do trabalho;
c) A especial protecção do trabalho das mulheres durante a gravidez e após o parto, bem como do trabalho dos menores, dos diminuídos e dos que desempenhem actividades particularmente violentas ou em condições insalubres, tóxicas ou perigosas;
d) O desenvolvimento sistemático de uma rede de centros de repouso e de férias, em cooperação com organizações sociais;
e) A protecção das condições de trabalho e a garantia dos benefícios sociais dos trabalhadores emigrantes;
f) A protecção das condições de trabalho dos trabalhadores estudantes.
Excerto retirado do texto da Constituição da República Portuguesa


Meus amigos, a situação é difícil, todos o sabemos. Mas o caso o caso é cada vez mais sério. Agora querem cortar os dias de férias. É altura de reagir, temos de tomar providências.

Eu defendo que se retirem dias de férias para quem tem tem salários ou conjunto de rendimentos mensais superiores a, por exemplo, seis salários mínimos. Desta fasquia para baixo dever-se-ia manter a situação actual. Afinal, o mau desempenho da economia é gerado pelos maus gestores e não pelos trabalhadores.

Estou farto. Vou descansar.


Não é para vender nada,

é só mesmo para descontrair...

20/12/2011

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro

"Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro



por
 Myriam Zaluar a Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011 às 13:35






Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro

e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus

Myriam Zaluar, 19/12/2011"
partilhado da conta de Myriam Zaluar no Facebook, o cartoon pertence ao post original. 

18/12/2011

Sugestões

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados - Educação - PUBLICO.PT
Oh, Passos, já agora sugere a todos os outros trabalhadores e assalariados que emigrem também, que assim ficas com a dívida toda para ti! E ainda te deixamos ficar com a Madeira!
 

15/12/2011

Por cá fica tudo igual...

Juiz alemão garante penas suspensas se ex-gestores da Ferrostaal admitirem culpa - Política - PUBLICO.PT

"A queixa-crime é omissa quanto a eventuais contactos com membros do governo português da altura ou outros responsáveis portugueses que Adolff tenha propiciado à Ferrostaal para que os alemães pudessem vencer o concurso para aquisição dos dois submarinos do tipo 209 PN, já entregues à marinha portuguesa."

O Cartoon do Dia

Coisas sérias... a brincar.


13/12/2011

10/12/2011

O Cartoon do dia


Estas reuniões chegam muito tarde (digo eu sem saber quanto tempo leva a prepará-las) e as conclusões deixam muitas respostas por dar.
Quanto tempo existe ainda disponível para  "Salvar o Euro", quando o conceito de União se dissolveu e a Europa é cada vez mais uma manta de retalhos?


07/12/2011

O Cartoon do dia


Será caso para cantar: Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau? Certo é que chegámos ao ponto em que o poder político se ajoelha perante o poder económico atirando para a guilhotina os direitos sociais enquanto do lado oposto se vê a corrupção a rir-se a bandeiras despregadas... estamos bem servidos...

06/12/2011

O Cartoon do Dia

O que sobrou de ontem




























Depois de mais de um ano nesta rebaldaria,  os políticos - os que estão cá e os que nos representam ao nível europeu - não conseguem nem dar o exemplo da austeridade que se impõe ao comum dos cidadãos, nem conseguem tomar decisões conjuntas efectivas que ponham cobro a esta situação de terrorismo económico que continua a corroer as bases do estado social que se construiu a custo na Europa desde há mais de meio século.    
  


Agentes provocadores

Os rapazes provocam mas lá no âmago temos de lhes dar razão... 



05/12/2011

O que aconteceria se o rei perdesse a coroa?

Já batemos no fundo, ou ainda falta muito?????

Aviso que não há  Cartoon do Dia que nos valha ou Fado que apague as lágrimas da Alma. 
RIP Subsídio de Férias e de Natal


Réveillon da Madeira pago pelo orçamento 2012

 O Governo Regional da Madeira remeteu para o orçamento de 2012 o pagamento do fogo-de-artifício que este ano custará 845 mil euros.

O espectáculo foi adjudicado ao segundo classificado no concurso público, a Pyrotel, após a eliminação do concorrente com a proposta mais barata.

Por portaria conjunta dos secretários do Turismo e das Finanças, publicado na sexta-feira no Jornal Oficial da Região, como suplemento à edição de 21 de Novembro, os encargos com o fornecimento, instalação e queima de fogo-de-artificio, no montante total de 845.625 euros incluindo o IVA à taxa de 16%, serão suportados na sua quase totalidade pelo orçamento do próximo ano. Na repartição, apenas 17 mil euros entram no orçamento de 2011, sendo remetidos os restantes 837.523 euros para 2012.

O mesmo expediente foi seguido pelo governo madeirense com as iluminações, de cujo custo global de 2,29 milhões incluiu 114 mil euros no orçamento deste ano e remeteu os remanescentes 2,17 milhões para o ano económico de 2012. Assim, será o orçamento regional do próximo ano, cuja elaboração está a aguardar o ainda não proposto plano de ajustamento financeiro, a suportar 3,014 milhões de euros das iluminações e do fogo, sendo este ano pagos apenas 131 mil euros de um custo total de 3,145 milhões, sem incluir os custos do programa de animação. O orçamento da Madeira para 2011 tem inscrito (cap. 50) uma verba de 5,75 milhões para a festa do fim do ano. 

A queima do fogo foi adjudicada à Pyrotel, com sede no Marco de Canaveses, tendo a mesma duração e número de postos de queima que o ano passado, sob o tema Um povo, uma cultura, uma região. Era uma das quatro concorrentes ao concurso público com o preço-base de 955 mil euros: GJR (697 mil euros), Pyrofel (736 mil), Pirotecnia Minhota (849) e Macedos Pirotecnia (907 mil).

A GJR, com a proposta economicamente mais vantajosa, foi eliminada por indicar cinco postos de lançamento com morada incorrecta, apesar de ter anexado a declaração de aceitação das condições previstas no caderno de encargos. Pondo em causa a "não- imparcialidade do júri", esta empresa anunciou a intenção de recorrer ao tribunal administrativo, lançando suspeitas sobre a ligação familiar da escolhida. A Pyrotel é dirigida pelo filho do responsável da Macedos Pirotecnia, adjudicatária das queimas de fogo-de- artifício das ultimas passagens de ano.

O réveillon da Madeira, cuja manutenção como "maior cartaz" deste destino turístico é consensual entre os partidos políticos na região, continua assim a gerar polémica, não só pelos seus elevados custos em tempos de austeridade, mas também pelo desfecho dos concursos públicos que, lançados tardiamente, inevitavelmente acaba em ajustes directos. 

Este procedimento voltou a ocorrer com a montagem das iluminações decorativas de Natal e fim do ano, que desde 1996 é sempre adjudicada à empresa SIRAM, do antigo deputado do PSD Sílvio Santos, numa situação de favorecimento já censurada pelo Tribunal de Contas. 

Público Online, 05.12.2011 - 13:24 Por Tolentino de Nóbrega




04/12/2011

Imagens...

 Estão a ver os biscoitos? Representam os subsídios de férias e de Natal.  Vêm o frigorífico? São os impostos adicionais com que nos acabam de presentear. E o porquinho, vêem? Somos nós.


Oxalá, de outro modo, a nossa vida fosse  tão divertida...

03/12/2011

Crowding Out é a dura Realidade!




Pondo de parte a questiúncula entre o Governador do Banco de Portugal e o Deputado do PS, deselegâncias, etc, etc, etc,  há uma frase que muito acertada me parece  em relação ao "Crowding Out". Diz o sr. Governador, Carlos Costa o seguinte:

"Esta é a realidade e é a realidade a que chegamos em Abril e se não quiserem reconhecer a realidade, não a reconheçam. Batam com a cabeça na parede, porque a realidade é sempre mais resistente do que a cabeça, podem ter a certeza."

Primeiro fiquei com a sensação de que era uma frase publicitária, do género: "Omo lava mais branco", mas quis-me parecer que o excelentíssimo sr. Costa não estava ali para vender nada a ninguém. Isto levou-me a pensar de seguida na capacidade de liderança e gestão dos dinheiros públicos por parte dos sucessivos governos até ao actual, inclusive.Mas, como esta frase daria para uma alongada discussão e eu já não tenho vontade para mais tricas, falem à vontade, eu vou descansar.

Até amanhã.



O Cartoon do Dia

A Evolução das Espécies

AO90 é pior que um queijo suíço

Como prova o João Roque Dias neste documento, o (des)Acordo Ortográfico de 1990 que impingiram aos portugueses é TRETA! Não tem fundamentos, não tem bases que sustentem as modificações introduzidas.




Haja bom senso político - se isso alguma vez existir e for possível - para que se acabe com esta mentira de Estado!

Com os melhores agradecimentos a João Roque Dias pelo texto.