25/02/2011

15/02/2011

Porque o Fado nos está na Alma 26

Hoje tem de sair mais uma música. Que Parva Que Sou dos Deolinda é infelizmente um excelente retrato confirmado da nossa sociedade actual. Antes fosse uma brincadeira...

14/02/2011

Porque o Fado nos está na Alma 25

O Fado é uma forma de estar na vida, é aquela música à sorte, é reviver o Passado e receber o Presente a cada momento... O Fado de hoje é dizer viver e deixar morrer...

Voltando aos vinis, outro que me emprestaram em tempos, um single de Sir Paul Mccartney com esta música deixou-me encantado desde o primeiro momento - perguntava-me então como é possível criar um ambiente harmónico tão riquíssimo e variado em pouco mais de três minutos. De facto! Esta música passou a ser uma daquelas sobremesas raríssimas que sabem sempre a pouco...

13/02/2011

Porque o Fado nos está na Alma 24

10,000 Anos Depois Entre Venus E Marte... José Cid
Tive há alguns anos o privilégio de ouvir este álbum num velho vinil que me emprestarem e fiquei espantado com a riqueza desta sonoridade! Integrada num estilo apelidado de Rock Progressivo/ Rock Espacial, esta música pertence a um álbum que considero único, espantoso e muito à frente no seu tempo! Pessoalmente tenho pena que se tenha ficado por aqui. Deixo-vos a minha faixa favorita!

10/02/2011

O Sóbrio Vento que Passa

O sóbrio vento que passa
Sem rumo e de ventura findada
Murmura triste na noite baça
P'la morte da sua amada.

Nas velhas árvores ocas
Enlutadas por este mal,
Almejam os velhos mochos
P'lo acontecido funeral.

As nuvens vestem de negro
chorando a morte da finada
E o céu fecha-se em trevas
latejantes da trovoada!

Toda a natureza se uniu
Em tão funesta ocasião
Perdurando soturno o pranto
até ao aclarar da escuridão!

07/02/2011

Ironia do destino (uns versos à moda do Aleixo)

E depois de ler uns quantos versos soltos de Aleixo, o António que o Algarve conheceu poeta, dei por mim a versejar em rima simples sem olhar ao estilo (se é que alguma vez o fiz).
Tais versos em quadra rimados pretendem satirizar não a inteligência mas os costumes - espero por isso não ofender ninguém. Então ora cá vai:

Ironia do destino
ou acaso do passado
quando um analfabeto
sabe mais que um deputado?

Neste país pequenininho
Tudo anda descontrolado
A Educação é um deserto
Sem oásis assinalado

É uma guerra desenfreada
A ver quem mama mais...
À custa do Zé, da populaça,
engordam que nem animais

Bestas selectas, da alta roda,
a mademoiselle que no café
Com toda a finesse que lhe toca
corta as unhas dos dedos do pé.


(esta cena da mademoiselle passou-se mesmo - eu vi! e sem vergonha da parte da dita! parece incrível!)

06/02/2011

Porque o Fado nos está na Alma 22

In Memoriam - Gary Moore (4/04/1952 – 6/02/2011)





Your guitar playing will for always be remembered!
Ferreira on the road

Perdido em verso

Adoro perder-me em verso
No emaranhado a que chamo vida...
Podem julgar-me talvez perverso,
mas não sou mais que a despedida
de um olá acabado de chegar,
Um sorriso aberto em teu olhar...
Não. Não sou. Não sei. Adeus querida!

Fecho estas palavra em vão.
A verdade, deste lado, não é sincera...
A bem dizer, a mentira também não.

Mas, espera,
E eu? Sim, onde é que eu fico agora??
Partes?
Então vai! Sim,
Vai e não te percas em minha demora.
E, já agora, deixa o dia dizer, talvez
Adeus ou até qualquer outra hora,
Quando for, quando chegar a minha vez.

05/02/2011

Tristeza

Chamo-te minha e depois mando-te embora;
Farto o silêncio e o nada com a minha presença...
Um tanto mais tarde, espero que passe a hora
Que entedia o ditar da minha sentença.

Não me perco no tempo mais calmo e vago,
Deixo-me apenas vogar ao sabor da corrente
O sentimento não é algo que escrevo e depois apago
No sentido de vir a fazer tudo diferente.

A vida que os dias têm em si guardados
Rejubila no passar de cada momento-fracção,
Perdendo-se no imenso fado de todos os fados
algures no sentimento de um distante coração

Gostava de sentir um sentir completo
Como aquele que se sente quando há verdade
Nas coisas simples que nada têm de secreto
E que em si guardam a espontaneidade.

A humildade de uma roseira florida
Está na força de ser: espinhosa
E bela. Não magoa a vista, deleita despida
em sua cor, mas não esconde a sua prosa...

A água que bebes e aquela com que regas
São do mesmo poço ao fundo do pomar.
Quando o dia acaba, também és tu que levas
A enxada, de volta à adega, p'ra arrumar.

Trabalhas tanto, o sol faz-te suar, porém,
A terra é a vida que te dá de sustento.
Quando um dia parares, ela parará também.
Nesse dia, o dia acaba e a enxada fica ao relento.

A casa que te alberga na sua simplicidade
Tem um conforto igual ao que a vida tem;
Essas paredes podem padecer da idade,
Mas a cama guarda o conforto de ter alguém

Que te espera e acolhe a toda a hora,
Por quem vives para poder também partilhar
Os momentos difíceis e os bons p'la vida fora...
Apaga a vela, agora, vá! Vai descansar!

Até amanhã...