30/03/2012

O Regresso das Gorilas

Lusiteca relança pastilhas Gorila e prepara ampliação da fábrica de Sintra em 2013

Parecem pães gigantes a descansar em cima de uma mesa de inox. A pasta amarela
composta por açúcar, xarope de glucose, goma-base e aromas foi amassada durante 15
minutos e está agora a arrefecer. Na fábrica da Lusiteca, em Mem Martins, Sintra, são
produzidos 2,5 milhões de pastilhas elásticas Gorila por dia e o processo de fabrico é
relativamente simples. Trabalhadores vestidos de branco controlam de perto o movimento
das máquinas. Cheira a laranja. (...)

Raios partam o MAI X

A sensibilidade do agente que não gosta de cor-de-rosa...



Por este andar vamos ter um polícia para cada português...


Raios partam o MAI IX

PSP diz que é preciso "combater" notícias "menos positivas"

Deputados do PSD e CDS rejeitaram audição do director do SIS
Deputados do PSD e CDS rejeitaram audição do director do SIS

 O Relatório de Actividades da PSP para o ano em curso diz que a esta polícia compete, entre muitas outras atribuições, "acompanhar e analisar as notícias produzidas pelos órgãos de comunicação social e, consoante os assuntos noticiados, encaminhá-las para os competentes órgãos da PSP, sugerindo estratégias de combate às menos positivas".
O mesmo relatório, ainda assinado pelo ex-director nacional que foi exonerado, superintendente-chefe Guedes da Silva, diz que à PSP compete igualmente "analisar a imprensa nacional e, sempre que necessário, promover o direito de resposta sobre notícias que possam desencadear, de forma errónea, percepções negativas do serviço policial".

Estes dois parágrafos - que tanto podem levar a concluir que é preciso vigiar a comunicação social e combater as eventuais notícias que sejam menos abonatórias para a actuação da PSP ou que, por outro lado, podem demonstrar a necessidade de um aperfeiçoamento interno de modo a evitar constrangimentos públicos - não mereceram, até à hora de fecho desta edição qualquer comentário por parte da Direcção Nacional da PSP, a quem foi endereçado um pedido explícito nesse sentido.

Face à ausência de resposta por parte da PSP, foi o presidente da Federação Nacional da Polícia (Fenpol), Pedro Magrinho, quem fez uma leitura interpretativa do documento ao PÚBLICO. "Creio que os termos utilizados não estarão bem empregues", diz o sindicalista, lembrando que a análise das notícias que falam da PSP é feita diariamente em briefings.

"Neste caso concreto parece que o texto aponta mais para uma tentativa de limpar a imagem ou de minimizar danos", diz Pedro Magrinho, lembrando que "muitas vezes, por deficiente funcionamento do gabinete de imprensa da PSP, são os sindicatos que respondem ao que deveria ser explicado pela instituição".

Ontem os deputados aprovaram os pedidos de audição do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, para explicar o procedimento policial durante a greve geral ocorrida no dia 22. Nessa ocasião, em Lisboa, elementos da PSP carregaram sobre diversas pessoas, agredindo dois fotojornalistas, situação que motivou inquéritos internos cujos resultados ainda não são conhecidos.

A proposta para levar Miguel Macedo ao Parlamento foi feita pelo BE, tendo a deputada Cecília Honório considerado que durante a manifestação do dia 22 houve "indícios de utilização de força desproporcionada por forças de segurança". Já a proposta do PCP sugeria que também fosse ouvida pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a inspectora-geral da Administração Interna. Este pedido acabou por ser recusado devido aos votos contra do PSD e CDS, enquanto o PS se absteve.

Quanto à solicitação para ser ouvido o director do SIS, que terá assinado um relatório divulgado esta semana pelo Diário de Notícias e no qual, alegadamente, se dizia que durante as manifestações poderiam verificar-se situações de ocupação de bancos e edifícios ministeriais", os deputados da coligação governamental, assim como os socialistas, entenderam que a mesma não se justificava.

Mesmo reprovada, esta proposta mereceu considerações por parte do PCP e do BE. O comunista António Filipe disse que o documento em causa, a existir, é um "palpite" e constitui um "enxovalho" para o SIS, uma vez que sendo de utilização policial acabou na posse de um órgão de comunicação social. Cecília Honório disse, por sua vez, que é necessário "esclarecer se não foi sobre esta via [divulgação do alegado relatório] que foi construído um cenário de apocalipse" que conduziu aos desacatos verificados no Chiado.

Público Online, 29.03.2012 - 16:42 Por José Bento Amaro

29/03/2012

Tempestade Solar

Calcula-se que no sol os tornados de plasma têm uma rapidez 2000 vezes maior do que os tornados na terra. Estas foram as primeiras imagens de uma tempestade solar captada por um satélite do Solar Dynamics Observatory da Nasa.


28/03/2012

O Cartoon do Dia

Hoje O Cartoon do Dia associou-se ao Raios Partam o MAI e foi decidido conjuntamente premiar o  humor de Henricartoon:


   
Que não lhe doa a consciên... a cabeça, senhor presidente...

27/03/2012

26/03/2012

Raios partam ao MAI VIII

Raios partam ao MAI VII

Cavaco Acorda Tarde... Como Sempre, escreve Osvaldo Castro n'A Carta a Garcia, bem verdade. De facto, Cavaco pede que se saiba tudo o que aconteceu... será para escrever o prefácio do seu próximo livro?
Fica a dúvida. No entanto também é verdade que  apenas lamenta o facto de terem sido agredidos dois foto jornalistas... eu acho que até houve mais gente a ser inocentemente agredida e levada pela polícia (à paisana, segundo relatos). Eu vi jovens adultos do sexo masculino a destruirem esplanadas mas quem aparece num dos vídeos  a ser atirada para o chão é uma senhora de idade que a dado momento ficou de frente para o polícia...
E agora vem por aí o MAI ditar novas "regrinhas", como relata Bruno Faria Lopes no Elevador da Bica...  Finalizo com um post também fresquinho de Entre as Brumas da Memóra que escalpeliza mais uma vez e muito bem os acontecimentos... Faltam tomates (não para atirar) mas para admitir decisões deste género e ver demissões a partir cima. 

Porque o fado nos está na Alma 68

E desta feita deixo-vos com um tema que está no ar desde há mais de vinte anos ... um cover original!

Uma boa noite!

25/03/2012

Raios partam ao MAI VI

Acredito que o recurso à violência durante a greve geral não tem explicação, e, verdade ou não, fica a dúvida se foram utilizados agentes provocadores. De qualquer forma, as televisões e os jornais vão certamente tentar abafar os casos, como este e como este, nos próximos dias.

Antes que isso aconteça quero partilhar mais um texto que vai ao encontro daquilo que penso. Com os devidos agradecimentos a  A Carta a Garcia e Entre as Brumas da Memória que partilham esta Moção de Censura aprovada pelos protagonistas da Crise Académica de 1962.

 "Texto aprovado por aclamação, por mais de 400 pessoas que se reuniram na Cidade Universitária de Lisboa para comemorarem o 50º aniversário da Crise Académica de 1962:

MOÇÃO

Há 50 anos, a indignação perante uma carga policial sobre estudantes que pretendiam comemorar o Dia do Estudante deu origem ao luto académico que hoje aqui evocamos. 

Há dois dias, vimos nas televisões as imagens de polícias carregando de novo sobre jovens, com uma violência desmedida e desproporcionada. Mais vimos o espancamento de jornalistas, pondo em risco a isenta cobertura da carga policial. 

Os jovens de 1962 não podem tolerar em democracia o que repudiavam em ditadura. Assim, os participantes na Crise Académica de 1962, reunidos na Cantina da Cidade Universitária em 24 de Março de 2012, decidem: 

- Manifestar o seu repúdio pelos actos de violência policial verificados em Lisboa e no Porto a 22 de Março de 2012; 

- Dar conhecimento desse repúdio a Suas Excelências o Presidente da República, a Presidente da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro; o Ministro da Administração Interna, o Inspector-Geral da Administração Interno e o Sr. Provedor de Justiça, assim como aos órgãos de Comunicação Social. 

Cantina da Cidade Universitária 
24 de Março de 2012"


A falta de seriedade dos responsáveis políticos e pela segurança é algo que me deixa apavorado num estado que se diz democrático.  Não quero ver Portugal a recuar no tempo.

Raios partam ao MAI V

E agora pedimos responsabilidaedes ...

ao sr. MAI

Só ficava bem uma demissão - para dar o exemplo.  

23/03/2012

Raios partam ao MAI IV

Raios partam ao MAI III



A Amnistia Internacional (AI) apelou ao ministro da Administração Interna que seja apurada "com a maior brevidade possível" a actuação da PSP.
Numa carta enviada ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e ao director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, a AI considera "preocupante o uso da força por parte de alguns agentes da PSP" e "francamente desproporcional em relação à actuação dos manifestantes".
A AI sublinha também que a actuação da polícia merece "forte reprovação quando está em causa o trabalho de jornalistas".
"Também na cidade do Porto, e segundo a informação veiculada pelos órgãos de comunicação social, várias pessoas foram agredidas por agentes da PSP na Praça Carlos Alberto, pouco depois de o primeiro-ministro ter sido recebido por manifestantes em protesto na reitoria da universidade. Os relatos referem inclusive a presença de agentes da PSP à paisana", escreve ainda a AI, na missiva.
Também a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) repudia "a clara repressão policial exercida por elementos da PSP sobre manifestantes e jornalistas que somente estavam a exercer um direito constitucionalmente garantido", adiantando que "é com muita apreensão" que constata que este tipo de acontecimento se tem repetido nos últimos tempos.
"Num contexto em que as medidas impostas pelo Governo e pela 'troika' representam um forte ataque aos direitos fundamentais dos trabalhadores e empobrecendo o país e a maioria da sua população, este tipo de repressão tem um significado social e político inaceitável", adianta a UMAR, num comunicado, exigindo que sejam apuradas as responsabilidades.
Dois jornalistas, um da agência Lusa e outra da Agência France Presse, ficaram feridos na quinta-feira em incidentes com as forças policiais, no Chiado, em Lisboa, enquanto recolhiam imagens da manifestação organizada pela Plataforma 15 de Outubro, no âmbito da greve geral convocada pela CGTP.

Raios partam ao MAI II

A Crise aos Olhos dos Italianos

via: jornal de negócios:

RAI mostra o Portugal da austeridade, dos pobres e dos ricos

Portugal visto de fora: RAI Tre mostra o país da pobreza e das desigualdades, dos desalojados às casas de luxo, dos hospitais sem medicamentos e dos salários em atraso. O Negócios participa na reportagem da televisão italiana, em que Mário Soares acusa a Alemanha de esquecer-se de duas guerras mundiais que provocou. Retrato de um país entristecido.

"Presa Diretta” é um programa semanal de reportagem de grande audiência da estação italiana RAI Tre. Esta semana, o programa incluiu uma reportagem em Portugal, que a jornalista Lisa Lotti visitou no início deste mês, visitando praças, a Feira da Ladra, restaurantes, lojas de ouro, Alfama, casas de pobres, casas de ricos, hospitais, os escritórios de Mário Soares e também a redacção do Negócios.

“A feira da ladra será o último negócio a falir em Portugal”, diz um feirante. A reportagem reúne testemunhos de pobreza, de austeridade, de fábricas vazias na margem sul do Tejo, da fila enorme para pedir subsídio na Segurança Social, de cantinas, do Banco Alimentar contra a Fome, dos salários em atraso de quem, assim, não paga a renda e será despejado. “Há em Portugal mais de um milhão de famílias em risco de perder as suas casas”, diz Romão Lavadinho, presidente da Associação de Inquilinos Lisbonense. É, também, o retrato da desigualdade, “dos portugueses riquíssimos”, das moradias de luxo de Cascais e da Quinta da Marinha, dos campos de golfe. 

Hospitais sem dinheiro

No Hospital de Santa Maria, a médica Ana Moleiro diz que o número de doentes está a aumentar, por exemplo, na unidade de doenças respiratórias, porque “as pessoas não têm dinheiro para comprar medicamentos”. Além do aumento do número de doentes, há uma alteração nos horários das urgências, que deixou de ser homogéneo, relata. Há doentes que só vão às urgências depois do horário de trabalho, “porque têm medo de perder o emprego”.

Já João Álvaro Correia da Cunha, presidente do Centro Hospitalar Lisboa Norte, fala do corte de fornecimento de medicamentos a crédito por uma farmacêutica, que não identifica mas que é conhecida (a Roche). “É uma forma de pressão sobre o Governo para pagar a dívida”, diz. “É um problema. Se não tivermos estes medicamentos não poderemos curar os pacientes”, sobretudo na área oncológica”. “Eu não sou político, não conheço os segredos das negociações entre o Governo e a troika. Mas sei que o sistema nacional de saúde é a maior conquista da sociedade portuguesa dos últimos 50 anos”, conclui.

Soares e a ameaça à paz 

No final da reportagem, em entrevista, Mário Soares diz que “Portugal não pode pagar sozinho a crise internacional”. E desenvolve: “A União Europeia rege-se pela solidariedade entre países ricos e países pobres, entre grandes e pequenos. O projecto europeu é um projecto de paz, antes de tudo, um projecto de democracia, um projecto de bem-estar social e tudo isso está a desaparecer, sobretudo o princípio da solidariedade entre os povos da Europa. Se nós perdemos a solidariedade é a paz que está em jogo.” É por isso que Soares considera “muito perigosa” a política de Angela Merkel. “Sobretudo para a Alemanha. Os povos não esquecerão a situação. A Alemanha esqueceu-se que a Grécia, como Portugal, como os espanhóis e todos os outros [deram apoio] para que a Alemanha voltasse a ser uma só. Quem pagou a reunificação da Alemanha? Fomos nós, europeus”. E agora, prossegue Soares, “esquece-se que se deve ajudar”. 

“A Alemanha é responsável por duas guerras mundiais e agora vamos para outra guerra mundial? Mas a União Europeia nasce para conseguir o oposto, para alcançar a paz”, acrescenta Mário Soares. Que conclui: “A mim o que me interessa são as pessoas, não os mercados”.



Raios partam ao MAI

Parabéns! Os Senhores devem estar orgulhosos por conseguirem colocar os agentes da autoridade em primeiro plano!

Mas ainda não compreendi porque é que sempre que existe uma greve geral, tem de haver força  policial à mistura...

foto via El País   
O pior é que me dão arrepios por pensar que no tempo da velha senhora era assim que se tratavam as multidões desobedientes... ou mais recentemente, como aconteceu na ponte 25 de Abril 

20/03/2012

Para descontrair...

Excelente, Jô Soares entrevistando o Ricardo Araújo Pereira.


Aprendi uma nova técnica para comer pudins... ;-)
Boa noite!

O Cartoon do Dia

Aumentos salariais são uma miragem no deserto, onde o preço da gasolina e do gasóleo aumentam conforme a direcção do vento... haverá sempre um conflito ou uma intempérie num qualquer país produtor de petróleo para justificar o injustificável...

Parabéns ao Bartoon pela perspicácia humorística com que nos brinda diariamente e ao Público pela divulgação!

18/03/2012

Manifesto Anti-Cavaco

com o saudoso Mário Viegas

via facebook, com os meus agradecimentos a Rui Costa, )

Quantas pessoas ofereceram ontem a sua liberdade e o seu silêncio para que outros possam hoje dizer estas barbaridades?
Aparentemente a falta de conhecimentos, de estudos, de educação e a fome de outros tempos, conduziu-nos à ignorância que hoje temos de aturar...

Eu tenho a certeza que os portugueses ainda têm Salazar na memória e que não precisamos desta marca para nos recordar que muitos dos nossos pais, avós e bisavós não puderam estudar para pagar a fome de cada dia... que Portugal parou no tempo do conhecimento e do desenvolvimento... que houve vozes que deixaram de se ouvir e que outras, de tão distantes, emudeceram... que houve uma guerra, houve mortos, estropiados e que nós estivemos nela... se o futuro de uma autarquia depende de tudo isto que querem esquecer, lamento-lhes a falta de visão mas, por favor, não queiram fazer dos Portugueses bestas e não se atrevam a tentar apagar o passado colectivo!


(imagem retirada de oblogouavida de Gui Castro Felga)

A hora

A hora chega
certa
Quando chega
A Hora
E a palavra
Aberta
Aperta o peito
E agora
São dois ais
Dois suspiros
Iguais
Mas do mesmo jeito
só um se ouve...
O outro adormece
a sonhar no tempo... 

15/03/2012

Argumentos que se arrastam...

Estávamos em Janeiro de 1991 e já entao se debatia a inutilidade deste acordo político...

Estamos em 2012. Quanto tempo mais teremos de continuar com este crime de lesa-pátria?

(Política da Língua ou língua da política? Vimeo. )

13/03/2012

O Cartoon do Dia


(via HenriCartoon)

Acho que muitos portugueses, como eu,  não compreenderam a razão do Presidente da República em ter escolhido esta altura para criticar o anterior Primeiro-Ministro. Há muitas maneiras de fazer política e há momentos certos para fazer política e esta atitude é rasteira quando, olhando um pouco para trás, ainda se vêem traços de um caso que envolve um determinado banco... Na Alemanha o Presidente da República demitiu-se só por ter conseguido um empréstimo com juros mais atractivos através de um amigo... Há pedras para atirar mas faltam espelhos...