14/02/2014

Inércia

Um pingo,
não de chuva,
Humedece a terra...

Vertido
o sangue, 
silencia a voz
e o destino cai 
prorrogado...

Na rua 
Sobressaem as palavras
Sem se gritar um ai! 

Deixa para trás 
os cravos reclamando 
o atraso do futuro...
E vai-se embora...

O rasto,
de ranho no poder, 
quer fazer crer à gente 
que o caminho, 
o caminho é este
onde as vacas comem o pasto, 
as cagarras voam alto...
como um falso carvalho 
podre, 
qual cavaca a arder...

Inanimado 
país doente, 
vives a ilusão hipotética
da bonomia que não chega...

Da liberdade 
Que não nos cansa
Nem nunca a democracia
que resiste definhando 
ante a indigência moral
dos que pretendem reduzi-la
à sua própria iliteracia...
Ingratos! 



Um pingo vertido na rua 
deixa para trás 
o rasto inanimado da liberdade...

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