14/04/2012

Ainda ando por cá...

Bom fim-de-semana:


Um dia, um homem cansado da vida de casado... 
- Vou ali à esquina comprar cigarros e já volto!!! 
e, dito isto, desapareceu.Ficou dez anos desaparecido e, há algum tempo, reapareceu. Bateu à porta, a mulher foi abrir, e lá estava ele, dez anos mais velho, quieto, sem dizer palavra. A mulher despejou toda a revolta para cima dele:

- Seu isto! Seu aquilo!... Seu este! Seu aquele! Seu aqueloutro!...
Então dizes que vais à esquina comprar cigarros e desapareces?

Abandonas-me... abandonas as crianças, ficas dez anos sem dar notícias, fazes-me criar os putos sozinha e ainda tens o desplante, o acinte, a coragem de reaparecer deste jeito? Pois vais pagar-mas. Fica sabendo que vais ouvir das boas até me esquecer. Eu nunca te vou perdoar. Estás a ouvir? Nunca! Entrai... mas prepara-te para ouvires até ao fim!

Nisto, o homem pára... dá uma palmada na testa e diz:
- Porra!...  esqueci-me dos fósforos! Já venho !

02/04/2012

Na Suiça...

Ao contrário de Portugal...




Agora nem falo da questão de acabar com a acumulação de pensões, mas imaginem como seria se pelo menos limitassem as reformas públicas ao salário do Primeiro-Ministro, como estão a fazer com o salário dos gestores

30/03/2012

O Regresso das Gorilas

Lusiteca relança pastilhas Gorila e prepara ampliação da fábrica de Sintra em 2013

Parecem pães gigantes a descansar em cima de uma mesa de inox. A pasta amarela
composta por açúcar, xarope de glucose, goma-base e aromas foi amassada durante 15
minutos e está agora a arrefecer. Na fábrica da Lusiteca, em Mem Martins, Sintra, são
produzidos 2,5 milhões de pastilhas elásticas Gorila por dia e o processo de fabrico é
relativamente simples. Trabalhadores vestidos de branco controlam de perto o movimento
das máquinas. Cheira a laranja. (...)

Raios partam o MAI X

A sensibilidade do agente que não gosta de cor-de-rosa...



Por este andar vamos ter um polícia para cada português...


Raios partam o MAI IX

PSP diz que é preciso "combater" notícias "menos positivas"

Deputados do PSD e CDS rejeitaram audição do director do SIS
Deputados do PSD e CDS rejeitaram audição do director do SIS

 O Relatório de Actividades da PSP para o ano em curso diz que a esta polícia compete, entre muitas outras atribuições, "acompanhar e analisar as notícias produzidas pelos órgãos de comunicação social e, consoante os assuntos noticiados, encaminhá-las para os competentes órgãos da PSP, sugerindo estratégias de combate às menos positivas".
O mesmo relatório, ainda assinado pelo ex-director nacional que foi exonerado, superintendente-chefe Guedes da Silva, diz que à PSP compete igualmente "analisar a imprensa nacional e, sempre que necessário, promover o direito de resposta sobre notícias que possam desencadear, de forma errónea, percepções negativas do serviço policial".

Estes dois parágrafos - que tanto podem levar a concluir que é preciso vigiar a comunicação social e combater as eventuais notícias que sejam menos abonatórias para a actuação da PSP ou que, por outro lado, podem demonstrar a necessidade de um aperfeiçoamento interno de modo a evitar constrangimentos públicos - não mereceram, até à hora de fecho desta edição qualquer comentário por parte da Direcção Nacional da PSP, a quem foi endereçado um pedido explícito nesse sentido.

Face à ausência de resposta por parte da PSP, foi o presidente da Federação Nacional da Polícia (Fenpol), Pedro Magrinho, quem fez uma leitura interpretativa do documento ao PÚBLICO. "Creio que os termos utilizados não estarão bem empregues", diz o sindicalista, lembrando que a análise das notícias que falam da PSP é feita diariamente em briefings.

"Neste caso concreto parece que o texto aponta mais para uma tentativa de limpar a imagem ou de minimizar danos", diz Pedro Magrinho, lembrando que "muitas vezes, por deficiente funcionamento do gabinete de imprensa da PSP, são os sindicatos que respondem ao que deveria ser explicado pela instituição".

Ontem os deputados aprovaram os pedidos de audição do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, para explicar o procedimento policial durante a greve geral ocorrida no dia 22. Nessa ocasião, em Lisboa, elementos da PSP carregaram sobre diversas pessoas, agredindo dois fotojornalistas, situação que motivou inquéritos internos cujos resultados ainda não são conhecidos.

A proposta para levar Miguel Macedo ao Parlamento foi feita pelo BE, tendo a deputada Cecília Honório considerado que durante a manifestação do dia 22 houve "indícios de utilização de força desproporcionada por forças de segurança". Já a proposta do PCP sugeria que também fosse ouvida pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a inspectora-geral da Administração Interna. Este pedido acabou por ser recusado devido aos votos contra do PSD e CDS, enquanto o PS se absteve.

Quanto à solicitação para ser ouvido o director do SIS, que terá assinado um relatório divulgado esta semana pelo Diário de Notícias e no qual, alegadamente, se dizia que durante as manifestações poderiam verificar-se situações de ocupação de bancos e edifícios ministeriais", os deputados da coligação governamental, assim como os socialistas, entenderam que a mesma não se justificava.

Mesmo reprovada, esta proposta mereceu considerações por parte do PCP e do BE. O comunista António Filipe disse que o documento em causa, a existir, é um "palpite" e constitui um "enxovalho" para o SIS, uma vez que sendo de utilização policial acabou na posse de um órgão de comunicação social. Cecília Honório disse, por sua vez, que é necessário "esclarecer se não foi sobre esta via [divulgação do alegado relatório] que foi construído um cenário de apocalipse" que conduziu aos desacatos verificados no Chiado.

Público Online, 29.03.2012 - 16:42 Por José Bento Amaro

29/03/2012

Tempestade Solar

Calcula-se que no sol os tornados de plasma têm uma rapidez 2000 vezes maior do que os tornados na terra. Estas foram as primeiras imagens de uma tempestade solar captada por um satélite do Solar Dynamics Observatory da Nasa.


28/03/2012

O Cartoon do Dia

Hoje O Cartoon do Dia associou-se ao Raios Partam o MAI e foi decidido conjuntamente premiar o  humor de Henricartoon:


   
Que não lhe doa a consciên... a cabeça, senhor presidente...

27/03/2012

O Cartoon do Dia

Já não dá vontade de rir... e é preocupante o retrocesso social e democrático a que estamos a assistir ...

26/03/2012

Raios partam ao MAI VIII

Raios partam ao MAI VII

Cavaco Acorda Tarde... Como Sempre, escreve Osvaldo Castro n'A Carta a Garcia, bem verdade. De facto, Cavaco pede que se saiba tudo o que aconteceu... será para escrever o prefácio do seu próximo livro?
Fica a dúvida. No entanto também é verdade que  apenas lamenta o facto de terem sido agredidos dois foto jornalistas... eu acho que até houve mais gente a ser inocentemente agredida e levada pela polícia (à paisana, segundo relatos). Eu vi jovens adultos do sexo masculino a destruirem esplanadas mas quem aparece num dos vídeos  a ser atirada para o chão é uma senhora de idade que a dado momento ficou de frente para o polícia...
E agora vem por aí o MAI ditar novas "regrinhas", como relata Bruno Faria Lopes no Elevador da Bica...  Finalizo com um post também fresquinho de Entre as Brumas da Memóra que escalpeliza mais uma vez e muito bem os acontecimentos... Faltam tomates (não para atirar) mas para admitir decisões deste género e ver demissões a partir cima. 

Porque o fado nos está na Alma 68

E desta feita deixo-vos com um tema que está no ar desde há mais de vinte anos ... um cover original!

Uma boa noite!

25/03/2012

Raios partam ao MAI VI

Acredito que o recurso à violência durante a greve geral não tem explicação, e, verdade ou não, fica a dúvida se foram utilizados agentes provocadores. De qualquer forma, as televisões e os jornais vão certamente tentar abafar os casos, como este e como este, nos próximos dias.

Antes que isso aconteça quero partilhar mais um texto que vai ao encontro daquilo que penso. Com os devidos agradecimentos a  A Carta a Garcia e Entre as Brumas da Memória que partilham esta Moção de Censura aprovada pelos protagonistas da Crise Académica de 1962.

 "Texto aprovado por aclamação, por mais de 400 pessoas que se reuniram na Cidade Universitária de Lisboa para comemorarem o 50º aniversário da Crise Académica de 1962:

MOÇÃO

Há 50 anos, a indignação perante uma carga policial sobre estudantes que pretendiam comemorar o Dia do Estudante deu origem ao luto académico que hoje aqui evocamos. 

Há dois dias, vimos nas televisões as imagens de polícias carregando de novo sobre jovens, com uma violência desmedida e desproporcionada. Mais vimos o espancamento de jornalistas, pondo em risco a isenta cobertura da carga policial. 

Os jovens de 1962 não podem tolerar em democracia o que repudiavam em ditadura. Assim, os participantes na Crise Académica de 1962, reunidos na Cantina da Cidade Universitária em 24 de Março de 2012, decidem: 

- Manifestar o seu repúdio pelos actos de violência policial verificados em Lisboa e no Porto a 22 de Março de 2012; 

- Dar conhecimento desse repúdio a Suas Excelências o Presidente da República, a Presidente da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro; o Ministro da Administração Interna, o Inspector-Geral da Administração Interno e o Sr. Provedor de Justiça, assim como aos órgãos de Comunicação Social. 

Cantina da Cidade Universitária 
24 de Março de 2012"


A falta de seriedade dos responsáveis políticos e pela segurança é algo que me deixa apavorado num estado que se diz democrático.  Não quero ver Portugal a recuar no tempo.

Raios partam ao MAI V

E agora pedimos responsabilidaedes ...

ao sr. MAI

Só ficava bem uma demissão - para dar o exemplo.  

23/03/2012

Raios partam ao MAI IV

Raios partam ao MAI III



A Amnistia Internacional (AI) apelou ao ministro da Administração Interna que seja apurada "com a maior brevidade possível" a actuação da PSP.
Numa carta enviada ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e ao director nacional da PSP, Paulo Valente Gomes, a AI considera "preocupante o uso da força por parte de alguns agentes da PSP" e "francamente desproporcional em relação à actuação dos manifestantes".
A AI sublinha também que a actuação da polícia merece "forte reprovação quando está em causa o trabalho de jornalistas".
"Também na cidade do Porto, e segundo a informação veiculada pelos órgãos de comunicação social, várias pessoas foram agredidas por agentes da PSP na Praça Carlos Alberto, pouco depois de o primeiro-ministro ter sido recebido por manifestantes em protesto na reitoria da universidade. Os relatos referem inclusive a presença de agentes da PSP à paisana", escreve ainda a AI, na missiva.
Também a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) repudia "a clara repressão policial exercida por elementos da PSP sobre manifestantes e jornalistas que somente estavam a exercer um direito constitucionalmente garantido", adiantando que "é com muita apreensão" que constata que este tipo de acontecimento se tem repetido nos últimos tempos.
"Num contexto em que as medidas impostas pelo Governo e pela 'troika' representam um forte ataque aos direitos fundamentais dos trabalhadores e empobrecendo o país e a maioria da sua população, este tipo de repressão tem um significado social e político inaceitável", adianta a UMAR, num comunicado, exigindo que sejam apuradas as responsabilidades.
Dois jornalistas, um da agência Lusa e outra da Agência France Presse, ficaram feridos na quinta-feira em incidentes com as forças policiais, no Chiado, em Lisboa, enquanto recolhiam imagens da manifestação organizada pela Plataforma 15 de Outubro, no âmbito da greve geral convocada pela CGTP.

Raios partam ao MAI II

A Crise aos Olhos dos Italianos

via: jornal de negócios:

RAI mostra o Portugal da austeridade, dos pobres e dos ricos

Portugal visto de fora: RAI Tre mostra o país da pobreza e das desigualdades, dos desalojados às casas de luxo, dos hospitais sem medicamentos e dos salários em atraso. O Negócios participa na reportagem da televisão italiana, em que Mário Soares acusa a Alemanha de esquecer-se de duas guerras mundiais que provocou. Retrato de um país entristecido.

"Presa Diretta” é um programa semanal de reportagem de grande audiência da estação italiana RAI Tre. Esta semana, o programa incluiu uma reportagem em Portugal, que a jornalista Lisa Lotti visitou no início deste mês, visitando praças, a Feira da Ladra, restaurantes, lojas de ouro, Alfama, casas de pobres, casas de ricos, hospitais, os escritórios de Mário Soares e também a redacção do Negócios.

“A feira da ladra será o último negócio a falir em Portugal”, diz um feirante. A reportagem reúne testemunhos de pobreza, de austeridade, de fábricas vazias na margem sul do Tejo, da fila enorme para pedir subsídio na Segurança Social, de cantinas, do Banco Alimentar contra a Fome, dos salários em atraso de quem, assim, não paga a renda e será despejado. “Há em Portugal mais de um milhão de famílias em risco de perder as suas casas”, diz Romão Lavadinho, presidente da Associação de Inquilinos Lisbonense. É, também, o retrato da desigualdade, “dos portugueses riquíssimos”, das moradias de luxo de Cascais e da Quinta da Marinha, dos campos de golfe. 

Hospitais sem dinheiro

No Hospital de Santa Maria, a médica Ana Moleiro diz que o número de doentes está a aumentar, por exemplo, na unidade de doenças respiratórias, porque “as pessoas não têm dinheiro para comprar medicamentos”. Além do aumento do número de doentes, há uma alteração nos horários das urgências, que deixou de ser homogéneo, relata. Há doentes que só vão às urgências depois do horário de trabalho, “porque têm medo de perder o emprego”.

Já João Álvaro Correia da Cunha, presidente do Centro Hospitalar Lisboa Norte, fala do corte de fornecimento de medicamentos a crédito por uma farmacêutica, que não identifica mas que é conhecida (a Roche). “É uma forma de pressão sobre o Governo para pagar a dívida”, diz. “É um problema. Se não tivermos estes medicamentos não poderemos curar os pacientes”, sobretudo na área oncológica”. “Eu não sou político, não conheço os segredos das negociações entre o Governo e a troika. Mas sei que o sistema nacional de saúde é a maior conquista da sociedade portuguesa dos últimos 50 anos”, conclui.

Soares e a ameaça à paz 

No final da reportagem, em entrevista, Mário Soares diz que “Portugal não pode pagar sozinho a crise internacional”. E desenvolve: “A União Europeia rege-se pela solidariedade entre países ricos e países pobres, entre grandes e pequenos. O projecto europeu é um projecto de paz, antes de tudo, um projecto de democracia, um projecto de bem-estar social e tudo isso está a desaparecer, sobretudo o princípio da solidariedade entre os povos da Europa. Se nós perdemos a solidariedade é a paz que está em jogo.” É por isso que Soares considera “muito perigosa” a política de Angela Merkel. “Sobretudo para a Alemanha. Os povos não esquecerão a situação. A Alemanha esqueceu-se que a Grécia, como Portugal, como os espanhóis e todos os outros [deram apoio] para que a Alemanha voltasse a ser uma só. Quem pagou a reunificação da Alemanha? Fomos nós, europeus”. E agora, prossegue Soares, “esquece-se que se deve ajudar”. 

“A Alemanha é responsável por duas guerras mundiais e agora vamos para outra guerra mundial? Mas a União Europeia nasce para conseguir o oposto, para alcançar a paz”, acrescenta Mário Soares. Que conclui: “A mim o que me interessa são as pessoas, não os mercados”.



Raios partam ao MAI

Parabéns! Os Senhores devem estar orgulhosos por conseguirem colocar os agentes da autoridade em primeiro plano!

Mas ainda não compreendi porque é que sempre que existe uma greve geral, tem de haver força  policial à mistura...

foto via El País   
O pior é que me dão arrepios por pensar que no tempo da velha senhora era assim que se tratavam as multidões desobedientes... ou mais recentemente, como aconteceu na ponte 25 de Abril 

20/03/2012

Para descontrair...

Excelente, Jô Soares entrevistando o Ricardo Araújo Pereira.


Aprendi uma nova técnica para comer pudins... ;-)
Boa noite!

O Cartoon do Dia

Aumentos salariais são uma miragem no deserto, onde o preço da gasolina e do gasóleo aumentam conforme a direcção do vento... haverá sempre um conflito ou uma intempérie num qualquer país produtor de petróleo para justificar o injustificável...

Parabéns ao Bartoon pela perspicácia humorística com que nos brinda diariamente e ao Público pela divulgação!

19/03/2012

O Cartoon do Dia


























Por outras palavras, já estamos habituados a que a culpa morra solteira...
Bom dia e boa semana!

18/03/2012

Manifesto Anti-Cavaco

com o saudoso Mário Viegas

via facebook, com os meus agradecimentos a Rui Costa, )

Quantas pessoas ofereceram ontem a sua liberdade e o seu silêncio para que outros possam hoje dizer estas barbaridades?
Aparentemente a falta de conhecimentos, de estudos, de educação e a fome de outros tempos, conduziu-nos à ignorância que hoje temos de aturar...

Eu tenho a certeza que os portugueses ainda têm Salazar na memória e que não precisamos desta marca para nos recordar que muitos dos nossos pais, avós e bisavós não puderam estudar para pagar a fome de cada dia... que Portugal parou no tempo do conhecimento e do desenvolvimento... que houve vozes que deixaram de se ouvir e que outras, de tão distantes, emudeceram... que houve uma guerra, houve mortos, estropiados e que nós estivemos nela... se o futuro de uma autarquia depende de tudo isto que querem esquecer, lamento-lhes a falta de visão mas, por favor, não queiram fazer dos Portugueses bestas e não se atrevam a tentar apagar o passado colectivo!


(imagem retirada de oblogouavida de Gui Castro Felga)

A hora

A hora chega
certa
Quando chega
A Hora
E a palavra
Aberta
Aperta o peito
E agora
São dois ais
Dois suspiros
Iguais
Mas do mesmo jeito
só um se ouve...
O outro adormece
a sonhar no tempo... 

15/03/2012

Argumentos que se arrastam...

Estávamos em Janeiro de 1991 e já entao se debatia a inutilidade deste acordo político...

Estamos em 2012. Quanto tempo mais teremos de continuar com este crime de lesa-pátria?

(Política da Língua ou língua da política? Vimeo. )

13/03/2012

O Cartoon do Dia


(via HenriCartoon)

Acho que muitos portugueses, como eu,  não compreenderam a razão do Presidente da República em ter escolhido esta altura para criticar o anterior Primeiro-Ministro. Há muitas maneiras de fazer política e há momentos certos para fazer política e esta atitude é rasteira quando, olhando um pouco para trás, ainda se vêem traços de um caso que envolve um determinado banco... Na Alemanha o Presidente da República demitiu-se só por ter conseguido um empréstimo com juros mais atractivos através de um amigo... Há pedras para atirar mas faltam espelhos...

22/02/2012

A Arte Polítca vs. A Ciência

Meus amigos, fica provado que isto é que é a verdadeira arte política.
Não parece ser necessário emitir as opiniões dos peritos contratados pelo Ministério que ali estão para criar uma estratégia firme de minimização deste problema porque a Fé da Ministra é mais forte! Além do mais, para quê maçar os deputados com detalhes técnico-analíticos aborrecidíssimos?
  
Eu tenho fé que me calhe o Euromilhões mas até agora ainda não choveu para estes lados. Eu sei que se calhar mais cedo, optimiza a minha conta. Se calhar mais tarde, também a optimiza. Se não calhar, então aí "pioriza" e só com mais informação - tipo, do bruxo Alexandrino -  é que posso ver o que  podemos fazer... vou ver se chove ali na esquina...

17/02/2012

A História repete-se em nome de...

Não resisti a partilhar...


Não leia, isto é velho de 75 anos - Opinião - DN


Então, recapitulemos. A agência de rating Moody's baixa a nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara falência; a população revolta-se; o exército toma o poder, declara-se o estado de urgência e um general é entronizado ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue: "Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para um futuro de ficção científica?!" Perdão, volto a escrever: então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente.
FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias Online, publicado a 2012-02-08 às 01:05

O Cartoon do Dia

Desequilíbrios





16/02/2012

15/02/2012

O Cartoon do Dia

Isto, ora 12 mil vezes a raiz quadrada do PIB, a dividir por 100.... bom, é fazer as contas...

Mas... Isto somos nós que pagamos?? Não podemos mandar a factura à troika?

13/02/2012

Professor de Direito diz que novo Acordo Ortográfico é “inconstitucional”

retirado do Publico Online


Apresentou queixa na Provedoria de Justiça


Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, considera que utilizar a Língua Portuguesa segundo as normas do novo Acordo Ortográfico é “inconstitucional” e apresentou queixa na Provedoria de Justiça.



Professor assistente de Direito, Ivo Miguel Barroso apresentou queixa na Provedoria por considerar que o “novo Português” fere a Constituição da República, e afirma que “a língua não se muda por decreto”.

Defende Ivo Miguel Barroso que a actual Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976, está escrita em Português anterior a 1990 - data do Acordo Ortográfico - logo, do ponto de vista técnico, uma actualização ortográfica não pode ser feita, sem que haja uma revisão constitucional, segundo as normas do Acordo Ortográfico.

Todavia, ainda assim, uma tal revisão não poderia ter efeito retroactivo, “convalidando os diplomas anteriores à data dessa revisão, que continuariam a ser inconstitucionais”, afirmou à Lusa.

Na opinião de Ivo Miguel Barroso, que contesta o Acordo Ortográfico, essa hipotética revisão constitucional não se afigura possível, pois atentaria contra limites materiais de revisão, nomeadamente “o princípio da identidade nacional e cultural e o núcleo essencial de vários direitos, liberdade e garantias”.

Segundo Ivo Miguel Barroso é necessária uma “revisão constitucional” para que seja revista a ortografia e logo se aceite o Acordo Ortográfico. A outra possibilidade é a “republicação da Constituição segundo a nova grafia, aprovada que seja pela Assembleia da República uma lei de revisão”.

“Assinalo, porém, que a Constituição já foi aprovada. As alterações, em sede de revisão, são feitas artigo a artigo. Por isso, só alterando todos os artigos que estão em desconformidade com o Acordo Ortográfico”, adverte o docente.

Por outro lado, salientou, “a língua é regulada predominantemente pelo costume”. “Uma língua não se muda por decreto. Tem de ter em conta a vontade do povo português e os pareceres técnico-científicos, que são, na sua esmagadora maioria, contrários ao Acordo Ortográfico”, afirmou.

Questionado pela Lusa quanto às anteriores actualizações ortográficas do Português, Ivo Miguel Barroso afirmou que em 1911 “houve uma reforma ortográfica, não propriamente um acordo, um tratado internacional, pois o Brasil não aderiu a ele”.

Por outro lado, citando o relatório da comissão que elaborou essa reforma “para fixar as bases da ortografia que deve ser adoptada”, “várias das regras que constavam estavam a ser praticadas por livros e alguns jornais periódicos”.

Para o docente “o que a reforma ortográfica de 1911 fez foi codificar e sistematizar essas regras, que eram consensuais; diversamente do que sucede com o Acordo Ortográfico de 1990”.

O Brasil com esta reforma não se aproximou da grafia europeia porque não ratificou qualquer tratado e, sendo assim, “a reforma de 1911 só serviu para afastar mais a ortografia portuguesa da brasileira, que continuou a ser a do século XIX, embora a intenção não tivesse sido essa”.

Ivo Miguel Barroso recordou que “houve um Acordo Ortográfico, em 1945, que o Brasil ratificou, mas que não aplicou, e, posteriormente, uma mini reforma ortográfica em 1973”. “Esta foi a única em que houve convergência”, sublinhou.

Na opinião do docente de Direito “quer a reforma ortográfica de 1911 quer o Acordo Ortográfico de 1945 foram bem feitos, com linguistas de várias especialidades e tendo em conta que a língua é dinâmica, mas tendo a história da língua portuguesa de ser respeitada”.

Segundo Barroso, o actual Acordo Ortográfico é “essencialmente uma imposição, não uma codificação de normas costumeiras, que extravasa o contrato social que a Constituição é, daí defender que, não só é inconstitucional, mas também que a ortografia da Constituição não pode ser revista segundo o Acordo”, sentenciou.

Ivo Miguel Barroso aponta baterias ao catedrático Malaca Casteleiro, que considera o grande responsável do acordo linguístico assinado em S. Tomé e Príncipe.
“O Acordo foi elaborado por um especialista de uma única vertente - a dos estudos brasileiros -, Malaca Casteleiro”, afirmou Barroso que acrescentou: “Por outro lado, o Acordo Ortográfico encontra-se mal redigido, com contradições várias, designadamente, tanto escreve ‘respectivo’ como ‘respetivo’, que é uma facultatividade - pode escrever-se das duas formas, segundo o Acordo -, mas deveria ter ficado assinalado com uma barra e escrita da mesma palavra sem a consoante muda”.O docente apresentou ainda os diferentes exemplos de palavras que podem ter dupla grafia como “facto/fato”, enquanto “o conversor Lince e os corretores ortográficos ‘legislaram’ em vez do legislador, fazendo uma interpretação autêntica, não deixando o utilizador da língua escolher entre as várias formas”. “Isso configura uma violação do próprio Acordo Ortográfico”, atesta Ivo Miguel Barroso.

Para o docente “há várias regras manifestamente improcedentes, como a de os meses e estações do ano passarem a ter ser escritos, obrigatoriamente, com minúscula inicial”.

Não podemos ficar indiferentes


"Atenas mergulha no caos com cortes no salário mínimo e nas pensões"








Ao que chegámos.

Quem diria que no berço da Democracia nos tempos actuais iríamos assistir ao verdadeiro "Demo Kratos", o Poder do Povo, nas ruas? O Caos.

E, quem tem razão? Os políticos que se ocupam de gerir as dívidas do país? Ou os cidadãos a quem cada vez mais cortam os meios de subsistência? Ambos.

Já imaginaram qual o futuro da Europa num mundo "globalizado"? Quem manda? A política Portuguesa, Francesa, Alemã? Não. Os decisores económicos.  Quem tem, pode. Foi aquilo ao que durante décadas nos habituámos - pelos vistos tanto por cá com na Grécia. E hoje em teoria já não podemos.

E agora? Vamos ter de assistir ao desenrolar desta novela Europeia de fraca qualidade, porque não temos outro canal. Foi tudo privatizado e vendido a decisores económicos sem interesse pelas "Conquistas Clássicas do Velho Continente" - os direitos à igualdade, à Justiça, ao apoio Social e a tantas outras pequenas coisas que nos estão a retirar... até o 5 de Outubro... em nome do crescimento Económico... que não irá acontecer porque a única vontade política é a de assegurar que haja "contratos" que sejam celebrados e "cargos" que não se extingam. Mas isso deve ser válido, tanto na Grécia como por cá. A única diferença é que "por cá", puseram uma venda nos olhos da Justiça e ela não consegue ver as barbaridades que andamos todos a pagar sem saber justamente em nome de quem. O que é certo, é que não podemos ficar indiferentes.

07/02/2012

Pedro Passos Coelho, piegas? Podes crer!

"O primeiro-ministro está muito mal informado sobre o que são os portugueses"

ECONOMIA
Henrique Neto
07 Fevereiro 2012 | 13:04    RitaFaria - afaria@negocios.pt
"Talvez os políticos sejam piegas, mas não os portugueses e muito menos os empresários que têm sobrevivido", diz o presidente da Iberomoldes.
Instado a comentar as declarações de ontem de Passos Coelho, que sugerem que os portugueses têm de ser mais exigentes e menos piegas, Henrique Neto disse hoje que “tenderia a aceitar a primeira parte – que os portugueses devem ser muito mais exigentes, nomeadamente com os Governos”. 

Mas o empresário diz que “não estou a ver onde o primeiro-ministro foi arranjar a ideia de que os portugueses são piegas”. “Talvez os políticos sejam piegas, mas não os portugueses e muito menos os empresários que têm sobrevivido”.

“Os portugueses têm demonstrado grande capacidade de sobrevivência e resistência e isso não se consegue com pieguices. O primeiro-ministro está muito mal informado sobre o que são os portugueses”, acrescentou, em declarações à margem da conferência “Competitividade das Empresas e do Estado”, promovida pelo Negócios e pela Accenture.






























in: www.jornaldenegocios.pt

06/02/2012

Finalmente, eles começam a aparecer!

Comunicado de Imprensa - Estudo revela inutilidade do Acordo Ortográfico
  Se o Acordo não serve, a quem serve o Acordo?

Esta é a pergunta fundamental que se coloca após analisar-se o estudo comparativo, promovido pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros – APEL, sobre uma eventual aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal.

O estudo assenta numa análise comparativa das versões portuguesa e brasileira de determinadas obras, através de amostras aleatórias, à luz do Acordo Ortográfico. Os livros escolhidos são sucessos de vendas nas respectivas áreas, a saber:

·  Freakonomics, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, editado em Portugal pela Editorial Presença e no Brasil pela Editora Campus;
·  Diário de um Mago, de Paulo Coelho, editado em Portugal pela Editora Pergaminho e no Brasil pela Planeta;
·   Harry Potter e os Talismãs da Morte, de J. K. Rowling, editado em Portugal pela Editorial Presença e no Brasil pela Editora Rocco (com o título Harry Potter e as Relíquias da Morte).

Identificadas as alterações em Portugal e no Brasil, os aspectos facultativos e os casos de dupla grafia, torna-se gritante a manutenção das diferenças frásicas e vocabulares e ordem dos elementos entre as variantes do Português de Portugal e do Brasil, situações estas a que o Acordo Ortográfico não responde.

Através deste estudo percebe-se que muito pouco vai mudar, o que deita por terra aquele que tem sido o principal argumento apontado na defesa do Acordo Ortográfico: ao contrário do que é dito pelos seus defensores, não se afigura a aproximação das diversas variantes do Português, mas sim a consagração das diferenças naquilo que é fundamental – a sintaxe, a semântica e o vocabulário – com clara vantagem para a variante do Brasil.

De caminho, outro objectivo será defraudado: o de “globalizar” a Língua Portuguesa. Pelo menos, a que nós conhecemos, pois não haja quaisquer dúvidas que as instituições internacionais, a partir do momento em que Portugal ceder às intenções do Brasil, não hesitarão em ter como referência o Português daquele país.

Assim, com base neste estudo que agora se torna público, a APEL convida todos os agentes políticos, culturais e educativos a reflectirem com profundidade sobre este assunto. Ainda não é tarde demais para se evitar uma catástrofe, pois, certamente, o Acordo Ortográfico não serve a Portugal.


A DIRECÇÃO

05/02/2012

O que toda a gente sabe...



O presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) considera que quem pratica uma fraude tem "maior probabilidade de ser bem tratado" do que quem comete "um crime de rua".
Segundo Carlos Pimenta, "grande parte da fraude é cometida por pessoas de elevado estatuto social" (crimes de colarinho branco) e "as razões para essa diferença de tratamento são imensas", sendo "uma consequência de se viver numa sociedade dirigida e organizada pelos ricos e para os ricos".
"O centro do poder está na riqueza e não nos votos, particularmente quando temos um Estado-mercado, um Estado que se comporta como o mercado e que se subordina a este", adiantou o especialista à agência Lusa."

02/02/2012

Queixa contra Acordo Ortográfico na Provedoria de Justiça


2 de Fevereiro, 2012por Margarida Davim
A Provedoria de Justiça está a analisar uma queixa que pretende travar o Acordo Ortográfico (AO). Trata-se de um pedido de revisão da constitucionalidade do Acordo, feito por Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que garante que as novas regras de escrita são inconstitucionais. 
Ao mesmo tempo, um grupo de cidadãos está a recolher assinaturas para entregar na Assembleia da República e tentar travar o Acordo e vários escritores como Miguel Sousa Tavares e Vasco Graça Moura recusam escrever com a nova grafia. E há até pais que estão a pedir às escolas para que os filhos não aprendam as novas regras (leia aqui).
«A nossa Constituição é rígida», explica Ivo Barroso, sublinhando que «nenhum tratado internacional – como o Acordo Ortográfico – ou recomendação da Assembleia da República podem mudar o que está na lei fundamental do país».
Ou seja, não é por haver um acordo entre os países de Língua Portuguesa que se pode mudar a ortografia que foi usada para escrever a Constituição. Mas esta não é, segundo o especialista, a única inconstitucionalidade do AO.
«Há uma violação grave da identidade nacional e estão em causa direitos fundamentais como o direito à Língua».
Ivo Miguel Barroso defende que «a Língua não se muda por decreto». Lembra que no passado houve «reformas ortográficas», mas nota que «nunca as alterações foram tão profundas como se propõe agora».
Contactada pelo SOL, a Provedoria de Justiça adianta apenas que a queixa «está a ser analisada».
Acordo não está em vigor
Mas esta não é uma tentativa isolada para travar a aplicação das novas regras ortográficas. O tradutor João Roque Dias tem usado a internet para divulgar o que considera serem as «aberrações» do AO. E assegura que não há nada que obrigue a usar a nova ortografia, porque «o Acordo não está em vigor».
Argumentos jurídicos não lhe faltam. «Não há nada que revogue o decreto-lei de 1945, que define as regras da ortografia que usamos», explica lembrando que a legislação nacional que suporta o AO resume-se a uma resolução da Assembleia da República de 2008 e a uma resolução do Conselho de Ministros de 2011 – que obriga todos os documentos oficiais a usar o ‘novo’ Português a partir de 1 de Janeiro de 2012 –, «que juridicamente estão abaixo do decreto-lei e não o podem revogar».
António Emiliano, professor de Linguística da Universidade Nova de Lisboa, é da mesma opinião e lembra que até a forma como o Acordo foi feito na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) é questionável.
«Foi definido que se três países aceitassem o Acordo – neste caso Brasil, São Tomé e Cabo Verde – passaria a estar em vigor, quando a regra na CPLP é a aprovação por unanimidade».
Emiliano acredita, aliás, que a oposição de Angola e Moçambique – que não ratificaram o tratado – pode travar a nova ortografia.
«Angola pode ter um papel determinante», diz. O linguista critica ainda o facto de não haver qualquer estudo sobre os impactos das alterações introduzidas pela nova ortografia e alerta para as consequências económicas:
«Ninguém sabe ao certo quanto será preciso gastar para adaptar ao Acordo os documentos oficiais e livros».
António Emiliano alerta, aliás, para o facto de a nova escrita mudar para sempre a forma como se pronunciam as palavras.
«Na maior parte dos casos, as consoantes mudas servem para abrir as vogais», esclarece, dando um exemplo: «Podemos deixar de dizer ‘telespéctadores’ para passar a ler ‘telespêtadores’».
E há ainda as confusões geradas pelo facto de se deixarem de escrever todas as consoantes que não se lêem sem ter em atenção as palavras que derivam umas das outras.
«Há dias, a minha enteada de 15 anos não conseguia perceber a palavra ‘aspetual’ porque não viu que tinha relação com a palavra ‘aspecto’».
Razões suficientes para Emiliano considerar que o Acordo «é anti-linguístico e não tem respeito pelas regras da etimologia [a evolução das palavras]».
margarida.davim@sol.pt

via SOL