18/03/2012

Quantas pessoas ofereceram ontem a sua liberdade e o seu silêncio para que outros possam hoje dizer estas barbaridades?
Aparentemente a falta de conhecimentos, de estudos, de educação e a fome de outros tempos, conduziu-nos à ignorância que hoje temos de aturar...

Eu tenho a certeza que os portugueses ainda têm Salazar na memória e que não precisamos desta marca para nos recordar que muitos dos nossos pais, avós e bisavós não puderam estudar para pagar a fome de cada dia... que Portugal parou no tempo do conhecimento e do desenvolvimento... que houve vozes que deixaram de se ouvir e que outras, de tão distantes, emudeceram... que houve uma guerra, houve mortos, estropiados e que nós estivemos nela... se o futuro de uma autarquia depende de tudo isto que querem esquecer, lamento-lhes a falta de visão mas, por favor, não queiram fazer dos Portugueses bestas e não se atrevam a tentar apagar o passado colectivo!


(imagem retirada de oblogouavida de Gui Castro Felga)

A hora

A hora chega
certa
Quando chega
A Hora
E a palavra
Aberta
Aperta o peito
E agora
São dois ais
Dois suspiros
Iguais
Mas do mesmo jeito
só um se ouve...
O outro adormece
a sonhar no tempo... 

15/03/2012

Argumentos que se arrastam...

Estávamos em Janeiro de 1991 e já entao se debatia a inutilidade deste acordo político...

Estamos em 2012. Quanto tempo mais teremos de continuar com este crime de lesa-pátria?

(Política da Língua ou língua da política? Vimeo. )

13/03/2012

O Cartoon do Dia


(via HenriCartoon)

Acho que muitos portugueses, como eu,  não compreenderam a razão do Presidente da República em ter escolhido esta altura para criticar o anterior Primeiro-Ministro. Há muitas maneiras de fazer política e há momentos certos para fazer política e esta atitude é rasteira quando, olhando um pouco para trás, ainda se vêem traços de um caso que envolve um determinado banco... Na Alemanha o Presidente da República demitiu-se só por ter conseguido um empréstimo com juros mais atractivos através de um amigo... Há pedras para atirar mas faltam espelhos...

22/02/2012

A Arte Polítca vs. A Ciência

Meus amigos, fica provado que isto é que é a verdadeira arte política.
Não parece ser necessário emitir as opiniões dos peritos contratados pelo Ministério que ali estão para criar uma estratégia firme de minimização deste problema porque a Fé da Ministra é mais forte! Além do mais, para quê maçar os deputados com detalhes técnico-analíticos aborrecidíssimos?
  
Eu tenho fé que me calhe o Euromilhões mas até agora ainda não choveu para estes lados. Eu sei que se calhar mais cedo, optimiza a minha conta. Se calhar mais tarde, também a optimiza. Se não calhar, então aí "pioriza" e só com mais informação - tipo, do bruxo Alexandrino -  é que posso ver o que  podemos fazer... vou ver se chove ali na esquina...

17/02/2012

A História repete-se em nome de...

Não resisti a partilhar...


Não leia, isto é velho de 75 anos - Opinião - DN


Então, recapitulemos. A agência de rating Moody's baixa a nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara falência; a população revolta-se; o exército toma o poder, declara-se o estado de urgência e um general é entronizado ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue: "Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para um futuro de ficção científica?!" Perdão, volto a escrever: então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente.
FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias Online, publicado a 2012-02-08 às 01:05

O Cartoon do Dia

Desequilíbrios





15/02/2012

O Cartoon do Dia

Isto, ora 12 mil vezes a raiz quadrada do PIB, a dividir por 100.... bom, é fazer as contas...

Mas... Isto somos nós que pagamos?? Não podemos mandar a factura à troika?

13/02/2012

Professor de Direito diz que novo Acordo Ortográfico é “inconstitucional”

retirado do Publico Online


Apresentou queixa na Provedoria de Justiça


Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, considera que utilizar a Língua Portuguesa segundo as normas do novo Acordo Ortográfico é “inconstitucional” e apresentou queixa na Provedoria de Justiça.



Professor assistente de Direito, Ivo Miguel Barroso apresentou queixa na Provedoria por considerar que o “novo Português” fere a Constituição da República, e afirma que “a língua não se muda por decreto”.

Defende Ivo Miguel Barroso que a actual Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976, está escrita em Português anterior a 1990 - data do Acordo Ortográfico - logo, do ponto de vista técnico, uma actualização ortográfica não pode ser feita, sem que haja uma revisão constitucional, segundo as normas do Acordo Ortográfico.

Todavia, ainda assim, uma tal revisão não poderia ter efeito retroactivo, “convalidando os diplomas anteriores à data dessa revisão, que continuariam a ser inconstitucionais”, afirmou à Lusa.

Na opinião de Ivo Miguel Barroso, que contesta o Acordo Ortográfico, essa hipotética revisão constitucional não se afigura possível, pois atentaria contra limites materiais de revisão, nomeadamente “o princípio da identidade nacional e cultural e o núcleo essencial de vários direitos, liberdade e garantias”.

Segundo Ivo Miguel Barroso é necessária uma “revisão constitucional” para que seja revista a ortografia e logo se aceite o Acordo Ortográfico. A outra possibilidade é a “republicação da Constituição segundo a nova grafia, aprovada que seja pela Assembleia da República uma lei de revisão”.

“Assinalo, porém, que a Constituição já foi aprovada. As alterações, em sede de revisão, são feitas artigo a artigo. Por isso, só alterando todos os artigos que estão em desconformidade com o Acordo Ortográfico”, adverte o docente.

Por outro lado, salientou, “a língua é regulada predominantemente pelo costume”. “Uma língua não se muda por decreto. Tem de ter em conta a vontade do povo português e os pareceres técnico-científicos, que são, na sua esmagadora maioria, contrários ao Acordo Ortográfico”, afirmou.

Questionado pela Lusa quanto às anteriores actualizações ortográficas do Português, Ivo Miguel Barroso afirmou que em 1911 “houve uma reforma ortográfica, não propriamente um acordo, um tratado internacional, pois o Brasil não aderiu a ele”.

Por outro lado, citando o relatório da comissão que elaborou essa reforma “para fixar as bases da ortografia que deve ser adoptada”, “várias das regras que constavam estavam a ser praticadas por livros e alguns jornais periódicos”.

Para o docente “o que a reforma ortográfica de 1911 fez foi codificar e sistematizar essas regras, que eram consensuais; diversamente do que sucede com o Acordo Ortográfico de 1990”.

O Brasil com esta reforma não se aproximou da grafia europeia porque não ratificou qualquer tratado e, sendo assim, “a reforma de 1911 só serviu para afastar mais a ortografia portuguesa da brasileira, que continuou a ser a do século XIX, embora a intenção não tivesse sido essa”.

Ivo Miguel Barroso recordou que “houve um Acordo Ortográfico, em 1945, que o Brasil ratificou, mas que não aplicou, e, posteriormente, uma mini reforma ortográfica em 1973”. “Esta foi a única em que houve convergência”, sublinhou.

Na opinião do docente de Direito “quer a reforma ortográfica de 1911 quer o Acordo Ortográfico de 1945 foram bem feitos, com linguistas de várias especialidades e tendo em conta que a língua é dinâmica, mas tendo a história da língua portuguesa de ser respeitada”.

Segundo Barroso, o actual Acordo Ortográfico é “essencialmente uma imposição, não uma codificação de normas costumeiras, que extravasa o contrato social que a Constituição é, daí defender que, não só é inconstitucional, mas também que a ortografia da Constituição não pode ser revista segundo o Acordo”, sentenciou.

Ivo Miguel Barroso aponta baterias ao catedrático Malaca Casteleiro, que considera o grande responsável do acordo linguístico assinado em S. Tomé e Príncipe.
“O Acordo foi elaborado por um especialista de uma única vertente - a dos estudos brasileiros -, Malaca Casteleiro”, afirmou Barroso que acrescentou: “Por outro lado, o Acordo Ortográfico encontra-se mal redigido, com contradições várias, designadamente, tanto escreve ‘respectivo’ como ‘respetivo’, que é uma facultatividade - pode escrever-se das duas formas, segundo o Acordo -, mas deveria ter ficado assinalado com uma barra e escrita da mesma palavra sem a consoante muda”.O docente apresentou ainda os diferentes exemplos de palavras que podem ter dupla grafia como “facto/fato”, enquanto “o conversor Lince e os corretores ortográficos ‘legislaram’ em vez do legislador, fazendo uma interpretação autêntica, não deixando o utilizador da língua escolher entre as várias formas”. “Isso configura uma violação do próprio Acordo Ortográfico”, atesta Ivo Miguel Barroso.

Para o docente “há várias regras manifestamente improcedentes, como a de os meses e estações do ano passarem a ter ser escritos, obrigatoriamente, com minúscula inicial”.

Não podemos ficar indiferentes


"Atenas mergulha no caos com cortes no salário mínimo e nas pensões"








Ao que chegámos.

Quem diria que no berço da Democracia nos tempos actuais iríamos assistir ao verdadeiro "Demo Kratos", o Poder do Povo, nas ruas? O Caos.

E, quem tem razão? Os políticos que se ocupam de gerir as dívidas do país? Ou os cidadãos a quem cada vez mais cortam os meios de subsistência? Ambos.

Já imaginaram qual o futuro da Europa num mundo "globalizado"? Quem manda? A política Portuguesa, Francesa, Alemã? Não. Os decisores económicos.  Quem tem, pode. Foi aquilo ao que durante décadas nos habituámos - pelos vistos tanto por cá com na Grécia. E hoje em teoria já não podemos.

E agora? Vamos ter de assistir ao desenrolar desta novela Europeia de fraca qualidade, porque não temos outro canal. Foi tudo privatizado e vendido a decisores económicos sem interesse pelas "Conquistas Clássicas do Velho Continente" - os direitos à igualdade, à Justiça, ao apoio Social e a tantas outras pequenas coisas que nos estão a retirar... até o 5 de Outubro... em nome do crescimento Económico... que não irá acontecer porque a única vontade política é a de assegurar que haja "contratos" que sejam celebrados e "cargos" que não se extingam. Mas isso deve ser válido, tanto na Grécia como por cá. A única diferença é que "por cá", puseram uma venda nos olhos da Justiça e ela não consegue ver as barbaridades que andamos todos a pagar sem saber justamente em nome de quem. O que é certo, é que não podemos ficar indiferentes.

07/02/2012

Pedro Passos Coelho, piegas? Podes crer!

"O primeiro-ministro está muito mal informado sobre o que são os portugueses"

ECONOMIA
Henrique Neto
07 Fevereiro 2012 | 13:04    RitaFaria - afaria@negocios.pt
"Talvez os políticos sejam piegas, mas não os portugueses e muito menos os empresários que têm sobrevivido", diz o presidente da Iberomoldes.
Instado a comentar as declarações de ontem de Passos Coelho, que sugerem que os portugueses têm de ser mais exigentes e menos piegas, Henrique Neto disse hoje que “tenderia a aceitar a primeira parte – que os portugueses devem ser muito mais exigentes, nomeadamente com os Governos”. 

Mas o empresário diz que “não estou a ver onde o primeiro-ministro foi arranjar a ideia de que os portugueses são piegas”. “Talvez os políticos sejam piegas, mas não os portugueses e muito menos os empresários que têm sobrevivido”.

“Os portugueses têm demonstrado grande capacidade de sobrevivência e resistência e isso não se consegue com pieguices. O primeiro-ministro está muito mal informado sobre o que são os portugueses”, acrescentou, em declarações à margem da conferência “Competitividade das Empresas e do Estado”, promovida pelo Negócios e pela Accenture.






























in: www.jornaldenegocios.pt

06/02/2012

Finalmente, eles começam a aparecer!

Comunicado de Imprensa - Estudo revela inutilidade do Acordo Ortográfico
  Se o Acordo não serve, a quem serve o Acordo?

Esta é a pergunta fundamental que se coloca após analisar-se o estudo comparativo, promovido pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros – APEL, sobre uma eventual aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal.

O estudo assenta numa análise comparativa das versões portuguesa e brasileira de determinadas obras, através de amostras aleatórias, à luz do Acordo Ortográfico. Os livros escolhidos são sucessos de vendas nas respectivas áreas, a saber:

·  Freakonomics, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, editado em Portugal pela Editorial Presença e no Brasil pela Editora Campus;
·  Diário de um Mago, de Paulo Coelho, editado em Portugal pela Editora Pergaminho e no Brasil pela Planeta;
·   Harry Potter e os Talismãs da Morte, de J. K. Rowling, editado em Portugal pela Editorial Presença e no Brasil pela Editora Rocco (com o título Harry Potter e as Relíquias da Morte).

Identificadas as alterações em Portugal e no Brasil, os aspectos facultativos e os casos de dupla grafia, torna-se gritante a manutenção das diferenças frásicas e vocabulares e ordem dos elementos entre as variantes do Português de Portugal e do Brasil, situações estas a que o Acordo Ortográfico não responde.

Através deste estudo percebe-se que muito pouco vai mudar, o que deita por terra aquele que tem sido o principal argumento apontado na defesa do Acordo Ortográfico: ao contrário do que é dito pelos seus defensores, não se afigura a aproximação das diversas variantes do Português, mas sim a consagração das diferenças naquilo que é fundamental – a sintaxe, a semântica e o vocabulário – com clara vantagem para a variante do Brasil.

De caminho, outro objectivo será defraudado: o de “globalizar” a Língua Portuguesa. Pelo menos, a que nós conhecemos, pois não haja quaisquer dúvidas que as instituições internacionais, a partir do momento em que Portugal ceder às intenções do Brasil, não hesitarão em ter como referência o Português daquele país.

Assim, com base neste estudo que agora se torna público, a APEL convida todos os agentes políticos, culturais e educativos a reflectirem com profundidade sobre este assunto. Ainda não é tarde demais para se evitar uma catástrofe, pois, certamente, o Acordo Ortográfico não serve a Portugal.


A DIRECÇÃO

05/02/2012

O que toda a gente sabe...



O presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF) considera que quem pratica uma fraude tem "maior probabilidade de ser bem tratado" do que quem comete "um crime de rua".
Segundo Carlos Pimenta, "grande parte da fraude é cometida por pessoas de elevado estatuto social" (crimes de colarinho branco) e "as razões para essa diferença de tratamento são imensas", sendo "uma consequência de se viver numa sociedade dirigida e organizada pelos ricos e para os ricos".
"O centro do poder está na riqueza e não nos votos, particularmente quando temos um Estado-mercado, um Estado que se comporta como o mercado e que se subordina a este", adiantou o especialista à agência Lusa."

02/02/2012

Queixa contra Acordo Ortográfico na Provedoria de Justiça


2 de Fevereiro, 2012por Margarida Davim
A Provedoria de Justiça está a analisar uma queixa que pretende travar o Acordo Ortográfico (AO). Trata-se de um pedido de revisão da constitucionalidade do Acordo, feito por Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que garante que as novas regras de escrita são inconstitucionais. 
Ao mesmo tempo, um grupo de cidadãos está a recolher assinaturas para entregar na Assembleia da República e tentar travar o Acordo e vários escritores como Miguel Sousa Tavares e Vasco Graça Moura recusam escrever com a nova grafia. E há até pais que estão a pedir às escolas para que os filhos não aprendam as novas regras (leia aqui).
«A nossa Constituição é rígida», explica Ivo Barroso, sublinhando que «nenhum tratado internacional – como o Acordo Ortográfico – ou recomendação da Assembleia da República podem mudar o que está na lei fundamental do país».
Ou seja, não é por haver um acordo entre os países de Língua Portuguesa que se pode mudar a ortografia que foi usada para escrever a Constituição. Mas esta não é, segundo o especialista, a única inconstitucionalidade do AO.
«Há uma violação grave da identidade nacional e estão em causa direitos fundamentais como o direito à Língua».
Ivo Miguel Barroso defende que «a Língua não se muda por decreto». Lembra que no passado houve «reformas ortográficas», mas nota que «nunca as alterações foram tão profundas como se propõe agora».
Contactada pelo SOL, a Provedoria de Justiça adianta apenas que a queixa «está a ser analisada».
Acordo não está em vigor
Mas esta não é uma tentativa isolada para travar a aplicação das novas regras ortográficas. O tradutor João Roque Dias tem usado a internet para divulgar o que considera serem as «aberrações» do AO. E assegura que não há nada que obrigue a usar a nova ortografia, porque «o Acordo não está em vigor».
Argumentos jurídicos não lhe faltam. «Não há nada que revogue o decreto-lei de 1945, que define as regras da ortografia que usamos», explica lembrando que a legislação nacional que suporta o AO resume-se a uma resolução da Assembleia da República de 2008 e a uma resolução do Conselho de Ministros de 2011 – que obriga todos os documentos oficiais a usar o ‘novo’ Português a partir de 1 de Janeiro de 2012 –, «que juridicamente estão abaixo do decreto-lei e não o podem revogar».
António Emiliano, professor de Linguística da Universidade Nova de Lisboa, é da mesma opinião e lembra que até a forma como o Acordo foi feito na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) é questionável.
«Foi definido que se três países aceitassem o Acordo – neste caso Brasil, São Tomé e Cabo Verde – passaria a estar em vigor, quando a regra na CPLP é a aprovação por unanimidade».
Emiliano acredita, aliás, que a oposição de Angola e Moçambique – que não ratificaram o tratado – pode travar a nova ortografia.
«Angola pode ter um papel determinante», diz. O linguista critica ainda o facto de não haver qualquer estudo sobre os impactos das alterações introduzidas pela nova ortografia e alerta para as consequências económicas:
«Ninguém sabe ao certo quanto será preciso gastar para adaptar ao Acordo os documentos oficiais e livros».
António Emiliano alerta, aliás, para o facto de a nova escrita mudar para sempre a forma como se pronunciam as palavras.
«Na maior parte dos casos, as consoantes mudas servem para abrir as vogais», esclarece, dando um exemplo: «Podemos deixar de dizer ‘telespéctadores’ para passar a ler ‘telespêtadores’».
E há ainda as confusões geradas pelo facto de se deixarem de escrever todas as consoantes que não se lêem sem ter em atenção as palavras que derivam umas das outras.
«Há dias, a minha enteada de 15 anos não conseguia perceber a palavra ‘aspetual’ porque não viu que tinha relação com a palavra ‘aspecto’».
Razões suficientes para Emiliano considerar que o Acordo «é anti-linguístico e não tem respeito pelas regras da etimologia [a evolução das palavras]».
margarida.davim@sol.pt

via SOL

10/01/2012

Crime contra a Humanidade

e em especial, contra os portugueses da Madeira: Alberto João Jardim colocou a saúde dos Madeirenses "no prego" para pagar as dívidas das suas obras. 

in sol: "
Jardim desvia dinheiro das farmácias para pagar obras públicas


O dinheiro que deveria ser usado para pagar a dívida da Madeira às farmácias foi desviado para fazer face a dívidas de empresas participadas pelo Governo Regional, avança o Diário de Notícias. O objectivo era aproveitar financiamentos da União Europeia.
De acordo com o DN, há madeirenses que estão a deixar mais do dobro do dinheiro no acto da compra dos medicamentos.
O diferendo com a Associação Nacional de Farmácias por falta de pagamento de 77 milhões de euros levou a verdadeiras romarias para aviar receitas ainda com comparticipação.
Em causa está a interrupção do adiantamento pela ANF às farmácias madeirenses do valor que o Governo Regional depois pagaria pela comparticipação nos medicamentos. Só que como nem Jardim paga nem os bancos emprestam facilmente, a ANF não está a conseguir adiantar esse valor às filiadas daquele arquipélago.
De acordo com o DN, no final do ano passado o Governo de Jardim usou 86 milhões de euros para pagar a empresas públicas regionais e assim aproveitar dinheiros de Bruxelas.
Ventura Garcês disse ontem em conferência de imprensa que a liquidação do valor devido às farmácias desde Setembro de 2009 foi «remetido para segundo plano», lê-se no DN.
O secretário regional das Finanças apontou o dedo ao Governo da Passos Coelho (e Vitor Gaspar), uma vez que depois de a Madeira ter pedido 240 milhões de euros (baixando depois 30 milhões), só terão sido enviados 19,3 milhões de euros.
Desde ontem que os beneficiários têm de solicitar directamente ao Governo Regional da Madeira a comparticipação no preço dos medicamentos, que, até agora, era logo descontada pelas farmácias no acto de compra.
No início da semana, a ANF anunciou que iria deixar de garantir a dispensa de medicamentos a crédito a partir de dia 9 por incumprimento das autoridades regionais.

01/01/2012

Feliz Ano Novo

Façamos de 2012 um ano inesquecível. Que a esperança renasça como o azul do céu a cada manhã.
Cumprimentos
Ferreira

31/12/2011

23/12/2011

Doce naufragar

Erguendo as raízes,
do fundo do mar, 
alevantam-se as ondas
vibram com o doce balançar
da tua voz em minhas mãos
do teu olhar em meus lábios
e de um beijo sentido
que ficou para trás
num barco em chamas
afundando em silêncio
um doce naufragar

21/12/2011

Literatura:


Artigo 59.º
Direitos dos trabalhadores
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
c) A prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
d) Ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas;
e) À assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
f) A assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.
2. Incumbe ao Estado assegurar as condições de trabalho, retribuição e repouso a que os trabalhadores têm direito, nomeadamente:
a) O estabelecimento e a actualização do salário mínimo nacional, tendo em conta, entre outros factores, as necessidades dos trabalhadores, o aumento do custo de vida, o nível de desenvolvimento das forças produtivas, as exigências da estabilidade económica e financeira e a acumulação para o desenvolvimento;
b) A fixação, a nível nacional, dos limites da duração do trabalho;
c) A especial protecção do trabalho das mulheres durante a gravidez e após o parto, bem como do trabalho dos menores, dos diminuídos e dos que desempenhem actividades particularmente violentas ou em condições insalubres, tóxicas ou perigosas;
d) O desenvolvimento sistemático de uma rede de centros de repouso e de férias, em cooperação com organizações sociais;
e) A protecção das condições de trabalho e a garantia dos benefícios sociais dos trabalhadores emigrantes;
f) A protecção das condições de trabalho dos trabalhadores estudantes.
Excerto retirado do texto da Constituição da República Portuguesa


Meus amigos, a situação é difícil, todos o sabemos. Mas o caso o caso é cada vez mais sério. Agora querem cortar os dias de férias. É altura de reagir, temos de tomar providências.

Eu defendo que se retirem dias de férias para quem tem tem salários ou conjunto de rendimentos mensais superiores a, por exemplo, seis salários mínimos. Desta fasquia para baixo dever-se-ia manter a situação actual. Afinal, o mau desempenho da economia é gerado pelos maus gestores e não pelos trabalhadores.

Estou farto. Vou descansar.


Não é para vender nada,

é só mesmo para descontrair...

20/12/2011

Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro

"Carta aberta ao Senhor Primeiro Ministro



por
 Myriam Zaluar a Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011 às 13:35






Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro

e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus

Myriam Zaluar, 19/12/2011"
partilhado da conta de Myriam Zaluar no Facebook, o cartoon pertence ao post original. 

18/12/2011

Sugestões

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados - Educação - PUBLICO.PT
Oh, Passos, já agora sugere a todos os outros trabalhadores e assalariados que emigrem também, que assim ficas com a dívida toda para ti! E ainda te deixamos ficar com a Madeira!
 

15/12/2011

Por cá fica tudo igual...

Juiz alemão garante penas suspensas se ex-gestores da Ferrostaal admitirem culpa - Política - PUBLICO.PT

"A queixa-crime é omissa quanto a eventuais contactos com membros do governo português da altura ou outros responsáveis portugueses que Adolff tenha propiciado à Ferrostaal para que os alemães pudessem vencer o concurso para aquisição dos dois submarinos do tipo 209 PN, já entregues à marinha portuguesa."

O Cartoon do Dia

Coisas sérias... a brincar.


13/12/2011

10/12/2011

O Cartoon do dia


Estas reuniões chegam muito tarde (digo eu sem saber quanto tempo leva a prepará-las) e as conclusões deixam muitas respostas por dar.
Quanto tempo existe ainda disponível para  "Salvar o Euro", quando o conceito de União se dissolveu e a Europa é cada vez mais uma manta de retalhos?


07/12/2011

O Cartoon do dia


Será caso para cantar: Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau? Certo é que chegámos ao ponto em que o poder político se ajoelha perante o poder económico atirando para a guilhotina os direitos sociais enquanto do lado oposto se vê a corrupção a rir-se a bandeiras despregadas... estamos bem servidos...

06/12/2011

O Cartoon do Dia

O que sobrou de ontem




























Depois de mais de um ano nesta rebaldaria,  os políticos - os que estão cá e os que nos representam ao nível europeu - não conseguem nem dar o exemplo da austeridade que se impõe ao comum dos cidadãos, nem conseguem tomar decisões conjuntas efectivas que ponham cobro a esta situação de terrorismo económico que continua a corroer as bases do estado social que se construiu a custo na Europa desde há mais de meio século.    
  


Agentes provocadores

Os rapazes provocam mas lá no âmago temos de lhes dar razão... 



05/12/2011

O que aconteceria se o rei perdesse a coroa?

Já batemos no fundo, ou ainda falta muito?????

Aviso que não há  Cartoon do Dia que nos valha ou Fado que apague as lágrimas da Alma. 
RIP Subsídio de Férias e de Natal


Réveillon da Madeira pago pelo orçamento 2012

 O Governo Regional da Madeira remeteu para o orçamento de 2012 o pagamento do fogo-de-artifício que este ano custará 845 mil euros.

O espectáculo foi adjudicado ao segundo classificado no concurso público, a Pyrotel, após a eliminação do concorrente com a proposta mais barata.

Por portaria conjunta dos secretários do Turismo e das Finanças, publicado na sexta-feira no Jornal Oficial da Região, como suplemento à edição de 21 de Novembro, os encargos com o fornecimento, instalação e queima de fogo-de-artificio, no montante total de 845.625 euros incluindo o IVA à taxa de 16%, serão suportados na sua quase totalidade pelo orçamento do próximo ano. Na repartição, apenas 17 mil euros entram no orçamento de 2011, sendo remetidos os restantes 837.523 euros para 2012.

O mesmo expediente foi seguido pelo governo madeirense com as iluminações, de cujo custo global de 2,29 milhões incluiu 114 mil euros no orçamento deste ano e remeteu os remanescentes 2,17 milhões para o ano económico de 2012. Assim, será o orçamento regional do próximo ano, cuja elaboração está a aguardar o ainda não proposto plano de ajustamento financeiro, a suportar 3,014 milhões de euros das iluminações e do fogo, sendo este ano pagos apenas 131 mil euros de um custo total de 3,145 milhões, sem incluir os custos do programa de animação. O orçamento da Madeira para 2011 tem inscrito (cap. 50) uma verba de 5,75 milhões para a festa do fim do ano. 

A queima do fogo foi adjudicada à Pyrotel, com sede no Marco de Canaveses, tendo a mesma duração e número de postos de queima que o ano passado, sob o tema Um povo, uma cultura, uma região. Era uma das quatro concorrentes ao concurso público com o preço-base de 955 mil euros: GJR (697 mil euros), Pyrofel (736 mil), Pirotecnia Minhota (849) e Macedos Pirotecnia (907 mil).

A GJR, com a proposta economicamente mais vantajosa, foi eliminada por indicar cinco postos de lançamento com morada incorrecta, apesar de ter anexado a declaração de aceitação das condições previstas no caderno de encargos. Pondo em causa a "não- imparcialidade do júri", esta empresa anunciou a intenção de recorrer ao tribunal administrativo, lançando suspeitas sobre a ligação familiar da escolhida. A Pyrotel é dirigida pelo filho do responsável da Macedos Pirotecnia, adjudicatária das queimas de fogo-de- artifício das ultimas passagens de ano.

O réveillon da Madeira, cuja manutenção como "maior cartaz" deste destino turístico é consensual entre os partidos políticos na região, continua assim a gerar polémica, não só pelos seus elevados custos em tempos de austeridade, mas também pelo desfecho dos concursos públicos que, lançados tardiamente, inevitavelmente acaba em ajustes directos. 

Este procedimento voltou a ocorrer com a montagem das iluminações decorativas de Natal e fim do ano, que desde 1996 é sempre adjudicada à empresa SIRAM, do antigo deputado do PSD Sílvio Santos, numa situação de favorecimento já censurada pelo Tribunal de Contas. 

Público Online, 05.12.2011 - 13:24 Por Tolentino de Nóbrega




04/12/2011

Imagens...

 Estão a ver os biscoitos? Representam os subsídios de férias e de Natal.  Vêm o frigorífico? São os impostos adicionais com que nos acabam de presentear. E o porquinho, vêem? Somos nós.


Oxalá, de outro modo, a nossa vida fosse  tão divertida...

03/12/2011

Crowding Out é a dura Realidade!




Pondo de parte a questiúncula entre o Governador do Banco de Portugal e o Deputado do PS, deselegâncias, etc, etc, etc,  há uma frase que muito acertada me parece  em relação ao "Crowding Out". Diz o sr. Governador, Carlos Costa o seguinte:

"Esta é a realidade e é a realidade a que chegamos em Abril e se não quiserem reconhecer a realidade, não a reconheçam. Batam com a cabeça na parede, porque a realidade é sempre mais resistente do que a cabeça, podem ter a certeza."

Primeiro fiquei com a sensação de que era uma frase publicitária, do género: "Omo lava mais branco", mas quis-me parecer que o excelentíssimo sr. Costa não estava ali para vender nada a ninguém. Isto levou-me a pensar de seguida na capacidade de liderança e gestão dos dinheiros públicos por parte dos sucessivos governos até ao actual, inclusive.Mas, como esta frase daria para uma alongada discussão e eu já não tenho vontade para mais tricas, falem à vontade, eu vou descansar.

Até amanhã.



O Cartoon do Dia

A Evolução das Espécies

AO90 é pior que um queijo suíço

Como prova o João Roque Dias neste documento, o (des)Acordo Ortográfico de 1990 que impingiram aos portugueses é TRETA! Não tem fundamentos, não tem bases que sustentem as modificações introduzidas.




Haja bom senso político - se isso alguma vez existir e for possível - para que se acabe com esta mentira de Estado!

Com os melhores agradecimentos a João Roque Dias pelo texto.